quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Orgulho e Preconceito

O texto de hoje pode soar preconceituoso. E talvez seja um pouco, desculpem, não dá pra ser politicamente correta o tempo todo!
Esta semana eu tinha duas horinhas livres e com o dia lindo que estava fazendo na cidade maravilhosa fui correndo gastá-las na praia.
Como o tempo era curto e eu queria aproveitar todos os minutos resolvi ir aqui pertinho de casa mesmo. Pegar a bike e ir até o Leblon ou mesmo só até Ipanema significaria pelo menos 40 minutos a menos de pé na areia.
Me arrependi! Não consegui aproveitar a praia como eu gostaria. Era tanta gente horrorosa, gritando, ouvindo música alta, fazendo baderna...tantos corpos cobertos por doura pelos, tantas cabeças (de meninos) oxigenadas que eu comecei a me sentir mal, completamente deslocada, como se eu fosse a invasora, a errada por querer só ler meu livro escutando o barulho do mar e os gritos de algum eventual vendedor de mate.
Adoro morar numa cidade onde todos realmente tem direito ao lazer free. A praia é mesmo democrática e minha experiência demostra isso, mas eu acho que deveria haver um código de civilidade entre seus frequentadores.
Copacabana é a praia mais famosa do mundo. Desejada e frequentada por gente de toda parte do planeta e eu fico muito envergonhada em saber que é essa a imagem que os gringos levam consigo.
Até as prostitutas de Copacabana são baixo nível!
Impressionante como poucos km depois a percepção é de se estar em outro país! Não que nas areias de Ipanema/Leblon não haja gente feia ou morardores de bairros mais distantes - há! Sempre houve! Mas como no metrô, que ninguém joga lixo, ali reina a boa conduta.
Lá vemos menos lixo deixado pra trás, mais gente lendo e menos, muiiiitoooo menos mulheres lambuzadas de blondor.
Há um ano  já tinha escrito sobre minha tristeza em ver a praia suja e destruída depois de um domingo de sol em PorcariCopa , mas aquilo foi num DOMINGO e não em uma segunda-feira ensolarada.
Eu passei a maior parte da minha vida morando no subúrbio e frequentando a praia, mas nunca em bando ou com o walkman (sim, eu sou desta época!) sem fone.
Hoje moro em Copacabana e adoro! Adoro morar num lugar onde tem de tudo, tudo é perto. Adoro ter uma lanchonete aberta 24 horas na minha esquina, adoro poder ir tomar um chop na praia as 11 da noite de quarta e ver gente. Adoro que saibam de onde estou falando quando menciono "Copa" , mas devo confessar que ultimamente não recomendo a praia para nenhum turista e da próxima vez que que tiver só 1 horinha para curtir a praia, viajarei até Ipanema!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Novelinha chapter 1.2 - Relaxa Alice!

Rafa não sabia contar o tempo. Tinha a sua própria contagem, ao sabor do vento.
Era fotógrafo. Conheceu Alice, uma microempresária - como gostava de se auto-intitular - dona de uma clínica de estética na Barra da Tijuca, numa feira de negócios que ela visitava e ele fotografava.
Alice era escrava dos minutos. Toda sua rotina era pautada em horários que precisavam ser cumpridos a risca e por isso se  irritava tanto quando Rafa dizia que chegaria em 10 minutos e levava 40!
- Porque eu ainda não aprendi que não dá pra acreditar em você quando se trata de horário?
-Relaxa Alice! - essa era a frase mais repetida por ele

E ela relaxava! Era só ele abrir aquele sorriso - mais de modelo do que de fotógrafo - que ela relaxava, esquecia do relógio, entrava no ritmo dele como se o mundo parasse e pudesse esperar.

- Vamos dar uma passadinha nas Paineiras? Tá o maior calor!
- Tá maluco Rafa?! Tenho uma reunião em 2 horas! Só tempo da gente almoçar mesmo...e rapidinho!
-Relaxa Alice! Dá tempo! Tem um biquini na bolsa?
Ela sempre tinha! E duas horas e meia depois ela entrava de cabelos molhados na sala do gerente que lhe concederia o financiamento para a compra do mais novo aparelho anti-celulite.
Antes de descer do carro, ele repetiu :
- Você tá linda!




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

FELIZ DIA DO AMOR!



Hoje é dia de São Valentim, santo que celebrava casamentos numa época em que eles eram proibidos e, por isso, foi preso e morto.
Valentim devia ser um cara que acreditava no amor numa época em que o amor nem era tão imporante assim.
Em sua homenagem, na maioria dos países do mundo, hoje, mais que o dia dos namorados, se celebra O AMOR, e o amor é sempre bom de se celebrar, mesmo que no Brasil não seja o dia oficial.
O amor devia ser festejado, dito, cantado, gritado todos os dias. Pelos namorados, pelos amigos, pelos pais e pelos irmãos.
Tem coisa melhor que amar? Amar em todos os níveis?
Não estou falando só da paixão dos namorados não - que, vamos combinar, é boa demais! Aquele frio na barriga, aquele arrepio no corpo só de pensar na pessoa amada... estou falando do amor em geral, do gostar de estar junto, da falta que os queridos fazem.
E tão bom quanto amae é se sentir e se saber amado!
Saber que querem sua companhia, que sentem saudades de você, que você faz falta na vida de alguém...
Eu acho que devíamos continuar comemorando o dia dos namorados em 12 de junho - véspera do dia de Santo Antônio, tão querido pelas casadoiras - mas acho que deveríamos comemorar o dia de São Valentim também.
Principalmente porque este dia é sempre
perto do carnaval. E a gente AMA carnaval! E no carnaval todo mundo se ama!
Então, feliz dia do amor!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Novelinha - chapter one

 - Você está linda! Ele disse sorrindo vendo-a sair do banho.
Ela sorriu, tomou mais um gole do vinho, continuou esfregando a toalha no cabelo molhado. Estava tão exausta que teria "dado um tapinha" no cigarro de maconha que ele enrolava se fosse adepta ao relaxamento por esses meios.
Não precisava! Ele já a entorpecia o suficiente e o vinho ja era relaxante o bastante.
Ela ficou olhando um pouco mais pra ele, iluminado pelas luzinhas de natal que serviam de abajour e pensando o que exatamente estava fazendo ali. Tinha tanta coisa para fazer em casa, tantos problemas a resolver...
Ele também estava lindo, apesar de não fazer o tipo dela. Hippie demais, desligado demais...
Ela provavelmente também não devia ser como as garotas que ele costumava sair. Dondoca demais, patricinha demais...
Mas mesmo assim ela queria estar ali. Só isso.
Na verdade ela adorava aquele jeito easy going de ser. A certeza que tudo se resolve dava a ela um conforto, uma sensação de aconchego inexplicável. Os 3 ou 4 tons que aquelas luzinhas davam ao quarto ajudavam nesta sensação. Quem precisa de 50 tons de qualquer outra coisa?
Encheram mais uma taça, transaram mais uma vez e conversaram numa língua que ela não falava muito bem.
Foi aí que ela percebeu que eles na verdade falavam a mesma língua.
Estavam ali felizes. Desfrutando da relação sem compromisso mas comprometida ao mesmo tempo. Respeitosa, carinhosa
E, estranhamente, ela estava adorando isso!
Adormeceu em seu peito - exausta, torpe e já com a cabeça vazia dos problemas  - eles podem esperar!



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Esse cara sou eu (será???)



Postei na página do blog uma foto que dizia que não adianta você querer o cara da música do Roberto Carlos se você é a mulher cantada pelo Catra.
Em parte isso é bem verdade! Em parte!
Porque na verdade o cara da música do Roberto não é assim 24 horas por dia nem com todas as mulheres.
Ele só é o cara que pensa em você toda hora quando está apaixonado. Ele nem SEMPRE te espera sorrindo e abre a porta do carro quando você vem vindo...
E não há nada de mal nisso!
Ele não é o herói esperado por TODA mulher. As mulheres são diferentes e esperam homens diferentes para as diferentes fases da sua vida.
É claro que educação, gentileza e gostar da gente são requisitos essenciais, mas o cara cantado pelo Roberto, não existe ! ou não é assim full time.
Assim como não há nada de mal ser a mulher que o Catra canta entre 4 paredes, quando o cara que o Roberto cantou estiver sendo o cara que te fala outras coisas, te causa calor.
O fato é que não tem receita e que na vida real, infelizmente, os caras que estão mais próximo daquilo que o Roberto falou acabam mesmo é ficando com as mulheres das músicas do Catra!
=/


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

AMIGOS



Hoje é aniversário de um amigão de uma das minhas melhores amigas. Fez faculdade com a gente, mas ficou muiiiito mais amigo dela do que meu, nem sei por quê!
Um cara adorável, a quem realmente pode-se chamar  AMIGO com todas as letras maiúsculas, como alguns outros que eu (graças aos deuses!) tenho.
Esta minha amiga escreveu na linha do tempo do perfil dele no facebook , algo que traduz o amor que a gente sente por um amigo. Desses, com todas as letras maíusculas!
Ela escreveu que logo hoje não estava inspirada para escrever nada muito bonito mas que não enxergava a vida sem ele!
E é isso aí! quando a gente ama alguém com este amor de irmão que escolhemos - que eu acho que deve se assemelhar muito ao amor de irmão verdadeiro  (digo acho porque não os tenho, então não sei!), nós simplesmente não conseguimos mais imaginar a vida sem eles!
E é como se eles sempre estivessem estado ali - sorrindo junto, segurando as pontas, chorando junto.
Mesmo quando a gente passa semanas sem dizer oi, mesmo se os meses passam sem nenhum abraço. Sabemos que basta um alô diferente para eles saberem exatamente o que se passa no nosso coração. Basta um olhar no meio da multidão para saber o que a gente está querendo dizer, para a roupa de quem olhar ou quem é o target da festa!
Esses irmãos de alma são mesmo a família que escolhemos! Aliás, como já disse Vinícius, na verdade, a gente os reconhece!
Para todos vocês, AMIGOS, dedico o post de hoje!


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Pequenos descuidos, grandes tristezas


Ontem eu passei o dia alheia à tragédia de Sta Maria.
Passei o dia passeando, celebrando a vida sem saber direito porque o céu de Brasília, sempre tão lindo, estava cinza, o ar pesado...
Cheguei em casa e só então me dei conta da dimensão do que tinha acontecido.
Ninguém comentava sobre futebol no face, na tv não se se falava sobre outra coisa.
Só então entendi a tristeza do dia e o sorriso de alívio da minha mãe por me ver entrar em casa, mais uma vez, sã e salva.
Pensei em quantas mães não teriam mais essa alegria, este sorriso aliviado no rosto.
Pensei em quantas vezes somos descuidados, quantas vezes "damos mole pro azar" achando que "com a gente não vai acontecer"...
Depois de tragédias como a da madrugada deste domingo, com a comoção e consternação total, ficamos mais agradecidos por estar vivos , mais atentos aos perigos e as autoridades prometem mais rigor nas fiscalizações...
Infelizmente, logo esquecemos! Nos descuidamos de novo, relaxamos.
Quem tem a função de fiscalizar não fiscaliza e nós preferimos acreditar que está tudo bem! Afinal, a festa está boa, a cerveja está gelada e aquele(a) gatinho(a) tá te olhando.
Eu trabalho com segurança todos os dias. Checo os equipamentos com cuidado, faço valer as normas de segurança examente como aprendi.
Quase todo mundo também as respeita. Quase!
Hoje, mesmo com a notícia fresca da morte de centenas de jovens pela falta de cuidado, um passageiro insistia em burlar as regras de segurança estabelecidas em prol de 80 minutos de (um pouco mais de)  conforto.
Ele era obeso e queria porque queria sentar na saída de emergência. Explicamos que os passageiros sentados ali poderiam ser solicitados a operar as saídas em caso de emergência, e que estes passageiros precisam estar aptos para ajudar a tripulação.
Precisam ser ágeis, ter facilidade para se locomover e não fazerem o favor se entalar na janela e bloquear uma saída, impedindo assim a passagem e a chance de sobrevivência de muitos outros passageiros.
"Ahhh o que isso tem a ver com o incêndio da boate", vocês devem estar pensando! " Qual é a possibilidade de se precisar abrir a janela de emergência num voo curtinho?"
A possibilidade é a mesma de uma boate pegar fogo. A atitude dele é a mesma de um cara que constrói um prédio só com uma saída, a mesma do cara que dá o alvará para este prédio funcionar!
Cada um só quer resolver o SEU problema, só pensa no SEU conforto.

O passageiro disse que vai nos processar por constrangimento (mesmo que nós não tenhamos usado a palavra obeso, que ele não estivesse sido marcado naquele assento e que ninguém mais no avião além da tripulação soubesse que ele foi remanejado porque o cinto de segurança dele não afivelava) - ainda bem que nada aconteceu e ele terá a oportunidade de fazer isso!
232 pessoas em Santa Maria não terão a mesma sorte!

RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO !!!: FELIZ DIA DO AMOR!

RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO !!!: FELIZ DIA DO AMOR! : Hoje é dia de São Valentim, santo que celebrava casamentos numa época em que el...