sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Conversa de botequim : A vagaba, o corno e o bonzinho

Noite de quinta-feira, Carla, Rodrigo e Felipe tomam um chopp depois de um longo dia de trabalho...

Rodrigo: - Cara, lembra daquela mulher que eu fiquei empolgadaço? Aquela que eu conheci no congresso, passamos 4 dias ótimos, pagando de namoradinhos e quando ela voltou pra cidade dela começou a dar defeito?

Felipe: - A gaúcha?
Carla : - Aiii Rodrigo, você ainda tá bolado com essa história? Tá na cara que essa mulher tem namorado!

R : - Pois é Carlinha, você tinha razão! Ela me mandou um email :

"Rodrigo, 


Preciso te confessar uma coisa e sobretudo te pedir desculpas.

Quando ficamos, eu não te falei que tinha namorado. Na verdade, estou com ele ainda hoje.

Fui impulsiva, te enganei, fiz o pior que um ser humano pode fazer, pra ti, e pra ele. 

Não espero que me entenda, nem que me perdoe. Te peço desculpas porque isso é o mínimo que posso fazer. Sinto muito, de coração.

Tenho planos de casar, por favor, não me escreva mais. "

C: - Caraca, não mandou nem beijo??? hahahaha 
F : - Que vaca! ahhh mas a gente já imaginava, né?
R : - É, a gente já tinha falado sobre isso, já tinha especulado, mas não tinha certeza de nada...Sei lá... foi tudo tão intenso.. pô, a mulher passou os quatro dias que ela tinha de folga aqui comigo o tempo todo - romance mesmo! Podia ter curtido, ido pra night...As amigas dela estavam aqui! Mas não! ficou pagando de namoradinha...
F : - Mas vocês estavam se falando direto?  Ela mandou o email assim, do nada um tempão depois?
R : - Não! ahhh a gente trocou uns emails aí, nada demais! Na verdade depois que ela foi embora a coisa esfriou mesmo - assim que ela foi embora, eu até achei que podia rolar alguma coisa, porque ela deu telefone, se despediu dizendo que Brasília não era tão longe assim...mas depois eu vi que a parada não ia render nada mesmo.
C : - Então você tá chateado com o que? E aquela menina que você estava apaixonado?
R : - Ahhh outra maluca! hahaha
       Não tô chateado não! Ela disse no email que não espera que eu perdoe nem entenda, mas quer saber?! Eu entendo! e nem tem nada o que perdoar! Eu também não perguntei se ela tinha namorado! E entendo ela não ter dito...eu podia achar que era uma vagabunda e nem ficar com ela!

F : - Ahhh mas vagabunda ela é, né? A mulher vem pra um congresso, conferência, sei lá, conhece um cara , se joga em cima dele, paga de namoradinha, vai pra casa dos amigos dele, tira foto junto e depois vem dizer que tem um corno do lado dela??? ahhhhh por favor! se eu fosse você jogava a merda toda no ventilador!
Colocava tudo quanto é foto e vídeo no facebook, youtube, o caraleo a quatro!

R : -E eu ia ganhar o que com isso, Felipe? Fazer o coitado do namorado, que já é corno,  se fuder?
Prefiro pensar que ela não resistiu aos meus encantos.. hahahaha

F : - ahahaha valeu! A mulher é profissa mermo! Fez até você acreditar que era especial! ahahaha

C : - Aiii Rodrigo, você é muito bonzinho mesmo! Essa mulher tem é muita sorte! Eu tô com o Felipe, se fosse eu, respondia o email esculachando ela e espalhava mesmo!  E quem te garante que ela não te mandou o email porque o cara viu alguma coisa?

R: - Sei lá se viu ou se não viu... sei que uma coisa é o cara saber que a mulher chifrou,  perdoar e a parada ficar só ali entre eles e meia dúzia de amigas dela , outra coisa é um monte de gente, inclusive (quem sabe?) amigos dele,  verem foto da tua mulher com outro cara estampadas por aí - aí o camarada tem que tomar uma atitude senão perde o respeito! E ele não tem nada com isso. É só um pobre corno!

F : - Então! aí ela se fode!

R : - E o que eu ganho com isso??? Nada! Deixa isso pra lá! sou bonzinho mesmo!
       A verdade é que mentiras sinceras interessam a todo mundo! Ela não disse, mas eu também não perguntei. Talvez porque não quisesse ouvir a verdade!  Fiquei mesmo amarradão. A mulher mexeu comigo, mas, paciência! vocês me conhecem, sou bonzinho mas curo isso rapidinho!

C : - Neste quesito, o melhor que eu conheço! Ô cara pra colocar a fila pra andar! hahahaha

F :- Então, um brinde à fila ! Que ela nunca se acabe!

- tim tim! amém!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Falta de educação

Neste fim de semana fui à praia em um lugar diferente do habitual, frequentado por gente, não diferente, mas de outro nível sócio-cultural.
Gente que deve ter tido uma criação muito diferente da minha, pois falavam diferente, tratavam os seus completamente diferente do que eu estou acostumada a ver e ouvir.
Bem atrás de mim tinha uma "família" - entre aspas mesmo, porque não é daquelas que a gente vê nas cartilhas, com papai, mamãe, vovó, vovô e filhinhos felizes. Esta era composta por duas meninas, de no máximo 23 anos, com umas 4 ou 5 crianças entre 7 e 2 anos.
Não entendi se todos eram filhos, porque nenhuma delas parecia ter amor de mãe.
Elas só falavam com as crianças num tom muito alto. Xingavam e gritavam com elas, que também falavam muito alto e se agrediam verbalmente sem a menor cerimônia, demonstrando a normalidade da situação.
Comecei a ficar muito incomodada com aquilo tudo, tentei me afastar um pouco. De nada adiantou! Continuei a presenciar aquela cena horrorosa - que se repetia nas outras "famílias" ao redor  até que eles foram embora, deixando todo o lixo e um dos pequenos para trás, com gritos de "anda logo, lerdo!" "vou deixar você aí" - isso para um menininho que devia ter uns 3 anos e tentava puxar um carrinho pela areia.

Passei o resto do dia pensando em como aquelas crianças cresceriam.
Como encarariam o mundo recebendo desde cedo um tratamento tão cruel.
Como aqueles meninos iriam tratar as suas mulheres daqui há 20 anos e em como aquelas meninas se deixariam tratar por seus maridos/namorados.
Eles provavelmente não conseguirão dar amor e atenção simplesmente porque não sabem o que isso significa. Nunca receberam!
Até nas brincadeiras, as mães/meninas eram brutas e grosseiras. Riam e sacaneavam os meninos que não ficavam quietos para serem enterrados na areia.

O que esperar de uma educação assim ?
O que esperar de cidadãos assim?

E sabe o que é pior? Comecei a pensar que muita gente do meu meio também, claro que guardadas as devidas proporções, é mal educada!
Muita gente com quem eu convivo também deixa a desejar no quesito " preocupação com o próximo"

Eu acho uma tremenda falta de educação, por exemplo, deixar alguém sem resposta, Não ser honesto com o sentimento dos outros, não se preocupar se as suas atitudes (ou a falta de) vai magoar, ferir alguém.

Talvez tudo isso seja mesmo fata de aprendizagem, ou de atenção.
Talvez os pais não tenham ensinado o amor ao próximo tão falado mas pouquíssimo praticado.

E pior ainda é ver taxados de bobos, bonzinhos demais as pessoas que, sim! se preocupam com o outro, que não querem magoar, que não pensam só em si mesmos.

"NÃO FAÇA COM OS OUTROS O QUE NÃO GOSTARIA QUE FIZESSEM COM VOCÊ"
e a lição mais importante que deve ser ensinada!
Se todos parassem e pensassem nisso antes de tomarem as atitudes mais bobas do dia-a-dia, haveria menos corações partidos, menos mágoas e menos inveja.

Sim! sou um pouco Alice!
Quero acreditar que com um pouco de boa vontade e educação, podemos fazer um mundo cor-de-rosa e lilás, com estrelinhas cintilantes.

Comece na sua casa. Com seus filhos, irmãos e amigos.
Trate os outros como você gostaria de ser tratado.
Sorria! Dê bom dia! Responda mesmo a mensagem daquele chato que não entende que você não quer nada com ele. Diga isso a ele como você gostaria de ouvir se tivesse do outro lado.
Seja honesto! Com os outros e principalmente com você e durma tranquilo!

Boa semana!









segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Desliga, Ana!



-oi, sou eu! Tudo bem? (...)
- Bruno, é claro que eu estou pensando em você! São 2 da manhã, eu to no meio da multidão, numa festa ótima, você acha que eu tô te ligando pra quê? Pra te sacanear?
- larga esse telefone  Ana! Eu falei que era pra você não ligar! Dizia a amiga sensata e um pouco menos alcoolizada.
-peraí  - ela fala sem som e completa com um gesto rude para a amiga
-Bruno, escuta, EU GOSTO DE VOCÊ! O que mais eu preciso fazer pra você acreditar nisso?
- Ana,  des-li-ga! Continuava a amiga aflita , como quem já houvesse presenciado aquilo muitas outras vezes.
Elas sairam de perto e eu não ouvi mais a conversa.
Minha primeira reação foi rir quando escutei o "acha que é pra te sacanear" , mas depois que vi a menina linda voltar chorando, consolada pela fiel escudeira, porque não conseguia se divertir de verdade sem a presença do tal do Bruno, me solidarizei e comecei a pensar em quantas vezes isso acontece com a gente :
Uma festa legal, gente bonita e interessante e você com a cabeça lááá  no babaca que ou não acredita na sua paixonite, ou não quer mesmo nada com você.
Nenhuma das duas opções é a ideal, mas a gente continua a querer acreditar no que mais nos convém e às vezes assumir uma culpa que não é  nossa ou querer resolver um problema que não nos pertence.
Se o cara não acredita que você quer alguma coisa com ele, se acha que você ligou para ele de uma festa ótima só pra sacanear,  ele provavelmente merece ser sacaneado, Ana!
Se ele acha que a sua paixonite é carência,  mimo, e não faz a mínima questão ou não tem coragem de pagar pra ver, talvez o melhor seja deixar pra lá, curtir a festa, os amigos, a música e quem sabe alguém mais interessante que esteja dando sopa por lá!
Sempre tem! É só voltar com o pensamento para o lugar onde VOCÊ está.
Volta pra festa Ana! Escute a sua amiga!
Desliga esse telefone!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sociedade Descartável



O Rapadura está realmente conceituado (pelo menos entre os amigos!) 
Todo mundo querendo publicar aqui! =)  Fico feliz! 
O  cronista convidado da vez é um cara que eu jamais pensei que fosse escrever no meu blog (na verdade achava que ele nem lia o que eu escrevia!) !
Ele não é dado a aparições - este era o meu papel! - mas é sensível, gente boníssima e (surpresa!) escreve bem!  
Senhoras e senhores, meu ilustríssimo ex marido,  Duda Furtado!



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Semana passada, conversávamos com um casal muito amoroso e casados há pelo menos 50 anos, quando não resisti e fiz aquela clássica pergunta: como é que vocês conseguiram ficar tanto tempo juntos e ainda com esse carinho e cumplicidade?
 Confesso que já esperava uma resposta clichê, mas qual não foi minha surpresa quando o senhor muito serenamente me respondeu:
- Meu filho, sou de um tempo onde tudo que se quebrava ou dava defeito era consertado. Hoje em dia tudo é descartável.

Ficamos alguns segundos em silêncio, como se ainda estivéssemos processando aquela resposta antes do papo voltar para as velhas amenidades. Porém, aquela frase ficou na minha cabeça como se aquilo fosse a resposta para algumas dúvidas e aflições, não só sobre minha vida amorosa nos últimos anos, mas também de amigos que já choraram e ainda choram nos meus ombros de vez em sempre!
Claro que isso não explica tudo, mas me fez pensar de como essa cultura do “descartável” pode estar nos afetando também em nossos relacionamentos. 
Me responda quantos aparelhos de microondas você já mandou para o conserto? Seu DVD? Liquidificador? Ar condicionado? 
Hoje em dia todos nós temos preguiça de levar essas coisas para uma loja, pagar o vaga certa(ou levar uma multa), pegar um orçamento, voltar no outro dia para aprová-lo, ficar com medo de estar sendo enganado, voltar dias depois para pegar o aparelho pronto e ainda ter o receio de depois de tudo isso ele quebrar no dia seguinte! 
Seja sincero, muito mais fácil ir até o Ricardo eletro e voltar pra casa com um aparelho zerado, com garantia, modelo mais novo e com a promessa de funcionar perfeitamente por alguns anos e ainda pagando em suaves prestações! 
Perfeito não é? Nem tem o que pensar, corre pro Ricardo e se livra da tranqueira velha. Dá até para aproveitar a situação e fazer uma boa ação dando para o seu porteiro camarada o troço quebrado.
Mas será que não estamos fazendo inconscientemente a mesma coisa com nossos parceiros? Será que essa política do descartável não nos invadiu por inteiro? 
Estamos na era da praticidade, ninguém quer perder 1 segundo na vida. Eu penso que todos estão começando a pensar uma vida a dois mais pelo lado prático do que com o lado amoroso. Posso estar enganado e tomara que esteja.
Levar um relacionamento longo exige trabalho, paciência, dedicação e tudo mais que estamos carecas de ouvir. O problema será que quando começar a dar defeito, ao invés de ter todo aquele trabalho de procurar consertar o problema, será que não estaríamos correndo direto para o Ricardo para ver qual a promoção da vez?
Penso que estamos tendo a tendência de descartar nossos amores numa velocidade crescente. 
Assim como na vitrine do Ricardo, tem muita gente sozinha a procura de uma coisa séria. Prático não? O problema também é saber qual deles é feito na China e qual vale realmente a pena. Qual vai cumprir exatamente o que diz o manual que mais parece um livro? E todos aqueles botões novos?
- Caraca, vou demorar um tempão até aprender a mexer nesse “brinquedinho“ novo!
- Droga! Tão novo e já deu problema?
Daí você pode se pegar pensando se não teria sido melhor consertar o bom e velho aparelho. Aquele que você já dominava o “modus operandi”,  e que provavelmente não foi feito na China.
Entendo também que existam casos em que não tem mais jeito. No jargão popular: deu PT! (perda total) Aí num tem mais o que fazer, troca mesmo e parte logo para um modelo 2013!
Acho que na verdade o segredo está justamente aí - o famoso equilíbrio! 
Acho que temos que procurar mais colocar tudo na balança para só então tomarmos a decisão do que realmente vale a pena:  irmos ao Ricardo ou gastar um tempo e com um pouquinho mais de paciência consertar o nosso “caidinho”?
Nesse caso você pode até tirar uma onda de parceiro Vintage!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Once upon a time




Há algum tempo tenho ouvido muitas amigas reclamando da superficialidade dos relacionamentos de hoje em dia.
Todo esse papo de homens sem atitude, mulheres que não se valorizam, mídia machista e etc, me fez pensar que desde que sou criança a gente escuta o mesmo papinho de príncipe encantando e, apesar de a maioria de nós já ter se dado conta de que eles estão mesmo em extinção, talvez a culpa de eles se transformarem em sapos seja um pouco nossa.
Estive analisando algumas histórias contadas pra gente desde pequenininha e percebendo que talvez nem nossas mães, nem nós tenhamos entendido a mensagem por trás do "felizes para sempre"
Pra começo de conversa, o "para sempre" a gente não sabe até onde vai, porque não escreveram o Cinderella II, nem o que aconteceu com a Bela depois que a Fera virou um príncipe lindo e sarado!
E de mais a mais, pesquisando no mundo maravilhoso do Google e da Wikipedia, descobri que originalmente, os contos de fadas não são bem como a gente conhece (bem que eu desconfiava!).
Segundo a enciclopédia mais acessada da internet, os contos de fadas não foram escritos para crianças. Originalmente, os textos traziam doses fortes de adultério e incesto.
E diz ainda que  em uma das versões de Chapeuzinho Vermelho, a menininha faz um striptease para o lobo, antes de pular na cama com ele e que numa das primeiras interpretações de A bela adormecida, o príncipe abusa da princesa em seu sono e depois parte, deixando-a grávida - o que, convenhamos, é bem mais provável do que a historinha que a gente conhece!

O que tiramos disso tudo, é que a gente realmente nunca sabe da história toda (como em tudo na nossa vida!) e que uma interpretação errada pode mudar tudo!
Por exemplo, se é mesmo verdade que a Cinderella viveu feliz do casamento a gente não sabe, mas sabe que ela só casou porque não ficou babando o príncipe! Ao contrário, deu no pé, deixando ele doidinho atrás dela!
E que a Branca de Neve só fisgou o marido porque ele, com absoluta certeza, ficou com medo de perdê-la para os sete anões (o que um homem inseguro não faz?!) 

Sabe também, que as recatadas e bobinhas normalmente se dão mal! Rapunzel coitada, trancafiada virgem na torre, na versão original (segundo a wikipedia) ficou grávida (de GÊMEOS!!!) do príncipe -que na verdade só queria mesmo dar umazinha - e foi mandada para o deserto. Na versão mais moderna, Enrolados da Disney, o príncipe é um ladrão! Essa aí tem mesmo o dedo podre!
Por falar em ladrão, outra que se achava esperta e acabou enrolada por um cafajeste foi a Jasmin. Ou alguém acha que o Aladin queria mesmo o amor dela e não a fortuna?
E o que falar do Shrek- o ogro que todo mundo quer pensar que é fofo? Fofo uma pinóia! Ele transformou uma Fiona linda, ruiva e magra em uma ogra horrorosa, fazendo ela se adaptar a ele! Bem típico!

Na vida real não é muito diferente!
Encontramos mais Shreks do que príncipes dispostos a adivinhar o número do sapatinho.
Acho que vou convidar a Cinderella para tomar um chá com rapudura! 
Quem sabe ela não se anima em escrever umas dicas como cronista convidada?!



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Seja homem, porra!



O rapadura está ficando chiquérrimo! 

O post de hoje é de uma cronista convidada!!! 
Amiga queridíssima - Rainha da Cocada Preta - que como toda mulher solteira de 30 (e poucos!) anda indignada com a (falta) de atitude dos meninos que nos cercam!

Boa leitura! 


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Não! Eu não quero fazer a parte que não me cabe nesse latifúndio. 
Trabalhar eu trabalho como você, e muito! Pagar minhas contas, eu também pago! Me cuidar ou cuidar do meu jardim, sim, isso também venho fazendo – diga-se de passagem, cada vez melhor -, e agora vem você querendo que eu faça a ÚNICA coisa que sobrou pra vc fazer: Me seduzir? 

Tá! Tudo bem que nos dias de hoje já não existem limites no jogo amoroso entre homem e mulher. Aquela que um dia aguardava (e acatava) as atitudes dos machos, é hoje a que parte para cima e mostra a que veio.

Mas eu, eu mesma, me, myself and i, gosto, ou melhor, adoro, que seja o cara a cumprir esse papel. Então, porque devo ser eu aquela que tem que tomar a droga da iniciativa? Só porque hoje em dia a maioria faz assim? Não me enquadro na maioria, aliás, adoro fazer parte da minoria, pois é o que me torna diferente em quase todos os aspectos. 

Então, vê se aprende, não sou daquelas que tem chiliquezinho em rachar a conta, uso meu carro para usufruto da relação ou da saída (whatever), sou gentil – posso pegar e deixar em casa -, não faço joguinho.

A única coisa que eu espero é que o cara faça a sua parte! Ou seja, seja homem!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Amor à segunda vista



Há amores que são instantâneos!
3 minutos e meio de fervura e estão prontos! como um miojo comprado na loja de conveniência.
Na hora da fome nos deliciamos, juramos que aquela é a melhor iguaria de todos os tempos e, com o tempo, enjoamos e ficamos sedentos mesmo é por uma boa macarronada - daquelas de nona italiana, com muito molho, falação e paixão!
Há outros amores que precisam ser beeemmmm cozidos, temperados no dia anterior. 
Exigem paciência e dedicação para que fiquem no ponto, prontos para serem degustados com a mesma calma que foram preparados.
As paixões à primeira vista são enlouquecedoras, te tiram do eixo, te sacodem, descabelam... e, às vezes,  te empapuçam, incham.
Muitas vezes, passada a primeira euforia, começam até a te fazer mal. 
De repente você percebe que aquela pessoa nem era tudo isso
"Como eu fiquei tão apaixonada?"
É como se você , enquanto espera os 2 copos e meio de água levantarem fervura, resolvesse ler as informações nutricionais na embalagem colorida e atraente - quanta decepção!
O triplo da dose diária de sódio!
E então você percebe que tudo aquilo não passava de um monte de ciclamato, glutamato, espessantes e aromatizantes.
Gostosos, práticos, mas...
Já os amores à segunda vista, dão certo trabalho. 
Muitas vezes temos preguiça até de começar a juntar os ingredientes.
Muitos deles não estão na prateleira do mercadinho da esquina - há que se fazer uma pequena hortinha, colhê-los frescos.
São pratos que quando você começa a preparar sempre pensa "aiiii, isso não vai dar certo!"
E provavelmente não dão na primeira tentativa! 
Porém, sem explicação plausível, você tem uma tremenda vontade de repetir a receita, incrementar um pouco, apimentar um pouco, prestar mais atenção ao ponto exato do molho...
E quando a receita dá certo, quando você acha o ponto, meu amor, você nunca mais vai querer comer outra coisa!
Ou pelo menos não tão cedo! 
Vai querer gritar ao mundo seu sucesso
Vai se sentir um verdadeiro chef
E se fartar da deliciosa sensação de não ter pressa 


RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO !!!: FELIZ DIA DO AMOR!

RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO !!!: FELIZ DIA DO AMOR! : Hoje é dia de São Valentim, santo que celebrava casamentos numa época em que el...