Ontem o dia estava nublado, friozinho e eu de folga!
O dia perfeito para não fazer nada, ficar vendo televisão o dia inteiro e foi exatamente o que eu fiz.
Vi no gnt que beber 2 litros de água por dia ou só a água contida nos alimentos, a curto prazo não faz a mínima diferença, que a tal dieta detox também não ( e era pra ser um programa sobre saúde e bem-estar!)
E aí a Marília Gabriela começou a entrevistar o Mateus ( que agora é Solano, mas que pra mim é o Mateus do tablado) e me fez pensar " e se...?"
Eu acho que escrevi sobre o "e se...?" aqui.
Pra mim o "e se...?" é a pior pergunta que existe. É um quase se arrepender do que (talvez, quem sabe) poderia ter sido.
Pois bem, fui vendo a entrevista, feliz com o sucesso do meu amigo e pensando : Será que eu teria sido uma boa atriz? E se eu tivesse escolhido um outro caminho?
Ao mesmo tempo eu comecei a pensar no caminho que eu escolhi e lembrar de todas as coisas maravilhosas que aconteceram - das crianças sem professora que correram pra me abraçar quando eu cheguei naquela escola em Santa Cruz , das farras do intercâmbio, das aulas cabuladas no queijo da Facha, dos pernoites da "vida de aeromoça", dos lugares incríveis que eu conheci, dos amigos que eu fiz- e o fantasma do " e se...?" se foi.
O caso é que, como dizia meu ex marido, não se faz omelete sem quebrar os ovos, mas quem sempre quer viver tudo (como eu), quer fazer a omelete e guardar os ovos (inteiros) , para fazê-los cozidos mais tarde!
Não dá! Eu sei!
Tenho aprendido a simplesmente apreciar o sabor da omelete e entender que, quando ela é bem feita, quando os ingredientes são frescos, bem escolhidos, mesmo que ela não fique tão fofinha, moreninha , os ovos quebrados não incomodam.
Boa semana pra vocês!
terça-feira, 25 de março de 2014
Omelete
terça-feira, 11 de março de 2014
Caí no mundo e não sei como voltar
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Boa leitura! ************************************************************************
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
O Haiti não é aqui
O post de hoje vai parecer preconceituoso e talvez seja mesmo.
Acabei de assistir ao programa "Adeus Haiti" na globo news e juro que não sei que sentimento é este que está aqui latente.
Estou assustada por me sentir xenófoba.
Um misto de pena e raiva. .. sei lá.
O programa mostra, entre outras coisas, a quantidade estarrecedora de imigrantes haitianos no Brasil. Fenômeno que eu já tinha percebido andando por este país- e não é de hoje!
No Rio mesmo há um montão deles (fui abordada por um numa farmácia com um bilhete pedindo emprego de faxineiro) No Acre, acho que eles ja devem ser maioria!
E o governo brasileiro, que adora ajudar os estrangeiros mas se esquece dos seus, continua distribuindo vistos a torto e a direita.
Não consigo entender isso. Já não temos pobres demais? Por que aceitar mais gente que não fala a nossa língua, não acrescenta nada e não tem emprego aqui?
A maioria dos haitianos nem sabia que o Brasil existia até desembarcamos por lá com uma força de paz que não fez o que se propôs a fazer -reorganizar o país - em parte porque isso não faz parte do plano do governo de lá e em grande parte porque, apesar da boa vontade, qualquer idiota seria capaz de presumir que soldados que não se comunicam na língua local não conseguiriam grande coisa. E quem está falando isso não sou eu, tá? É o sociólogo haitiano entrevistado. E eu concordo com ele!
Voltando ao Brasil e à minha recém descoberta xenofobia, o documentário mostra um grupo chegando numa cidade do interior do Rio Grande do Sul que ofereceu emprego para os imigrantes e um deles, zombando dizia "isso é uma cidade? Naooo! Isso é no máximo uma aldeia!"
Ahhh vá! Neste momento me peguei proconceituosamente gritando com a tv
- volte para a porcaria do seu país destruido então, babaca!
Logo depois o programa mostra a gratidão de outro imigrante dizendo que queria trazer a família toda e passar o resto da vida aqui.
Fiquei feliz mas ainda com medo de uma "invasão".
Será que isso é mesmo xenofobia ou é só um pouco de sensatez?
Nossa não temos emprego pra gente.
O índice de analfabetismo ( funcional e real) é alarmante. No Nordeste tem gente morando em casa de pau a pique. No Rio, em São Paulo e em todas as grandes cidades, gente morando na rua e em favela. Sem saneamento, sem escola, sem saúde, sem nada!
Por que aceitar mais gente ? Gente que ainda demanda esforço de professores para ensinar a língua portuguesa p eles.
Por que eles não vão para a Suíça ou para o Canadá?
" ahhh é difícil conseguir visto" , diz um dos entrevistados.
Será que é porque o Canadá e a Suíça Tem governos sensatos?
Será que é por isso que eles estão há anos-luz de distância de nós em matéria de desenvolvimento e educação?
A gente tem que parar de querer ser bonzinho e encarar a realidade. Este pseudo socialismo me irrita e nos deixa cada vez com.mais contas e impostos pra pagar.
Sou solidária com a dor dos haitianos. Sinto muito pelas perdas causadas pelo terremoto - só pelo terremoto, porque Papa Doc é culpa deles assim como o PT é culpa nossa! - mas não os quero ao pedindo esmola ou tirando oportunidades de brasileiros que poderiam trabalhar e deixar de ganhar o bolsa família.
Pardon, mas para mim, não são bem-vindos.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Etiqueta moderna
Há tempos eu venho querendo escrever sobre a etiqueta que rege (ou deveria reger) as redes sociais.
Queria entender se todo mundo perdeu a noção mesmo ou sou eu que estou ficando velha e não me adaptando a certas modernidades.
Não consigo entender, por exemplo, por que uma pessoa coloca um recado pessoal no seu mural do facebook ao invés de mandá-lo por inbox e também por que as pessoas fazem em grupos no whatsapp perguntas que sao especificas para um membro do grupo - nao tem o número do dito cujo lá? Pq raios não manda a mensagem direto pro fulano???
Se não for nada engraçado p grupo inteiro sacanear ou importante para todo mundo, pra que explanar?
Outra coisa que não tenho entendido bem, e esta foi a gota d'água deflagradora do post, é a mania das pessoas de pedirem o seu whatsapp como se isso não fosse a mesma coisa que pedir o seu telefone!
Gente, no meu tempo a gente não dava (nem pedia) o telefone de qualquer um não!
Quando um cara pedia o seu tel era porque ele estava realmente interessado e a gente ficava esperando ansiosa por uma ligação.
Agora todo mundo pede (e dá!) o whatsapp! Até publicam no facebook! E olha só a confusão que isso pode dar:
Ontem eu estava linda e serelepe voltando do trabalho quando o celular apita pipocando uma mensagem
"Oi! Tudo bem?"
Como troquei de aparelho e ainda nao recuperei todos os números (e nao fico espalhando meu whats por aí) , jurei que era alguém conhecido.
"Tudo bem! Mas quem é? Desculpe, não tenho este número gravado"
"Wallace"
?????????????
Revirei as gavetinhas de memória e nada!
"Olha, acho q vc mandou a msg p pessoa errada"
"Seu número está no face. Achei que vc estivesse a procura de novas amizades"
Em fração de segundos quase tive um treco.
Como assim "seu numero esta no face???"
"Oi??? Meu número está no face???" digitei sem nem entender pq ei estava rendendo assunto com um desconhecido.
"Seu nome não é Luana? Seu número está nesta página, olha aí"
E fez a gentileza de me mandar a foto que ilustra post.
Alívio e indignação tomaram conta de mim.
Não era o meu tel mas a tal Luana tinha mesmo colocado o número dela exposto pra qualquer um adicionar!
Ela e mais um montão de gente!
Essas pessoas não tem amigos pra conversar ou estão querendo inventar uma nova modalidade de disk sexo? O textsex seria???
Porque para conhecer a galera da pegação já existe o tinder, né?
Não entendi!
Acho que estou mesmo velha para essas modernidades mas continuo entendendo um pouquinho de etiqueta e bom senso, então meninos, dica da tia: não façam como o Jhom! Fotos de pinto, só se eles tiverem um tamanho apresentável, ok?!
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
No more bets
Há alguns anos, quando eu era croupier num cassino nos Estados Unidos, aconteceu uma história inusitada.
Eu "dilava " black jack e naquela noite eu estava especialmente feliz.
Era um fim de semana de casa cheia e boas gorjetas.
Eu ocupava a última mesa do "pit", a que ficava bem ao lado da roleta.
As pessoas também estavam felizes e era uma gritaria só!
Na minha mesa estava um grupo bem animado e entre eles, uma senhorinha que lá pelas tantas recebeu dois oitos.
" Split " ela pediu.
Split é a jogada na qual a gente separa as cartas, fazendo com que cada "mão" vire outra aposta separada e aí você recebe mais uma carta para cada um daqueles oitos.
No black jack sempre se "splitam " os 8!
Virei a outra carta e veio mais um 8.
"Split"
Carta virada, 8!
"Ohhhh! "
"What a chance? ! " ninguem acreditava! "Nao tenho mais dinheiro!" - ela se lamentou.
"Split" alguém gritou do outro lado da mesa, jogando uma ficha p ela.
A esta altura ninguém mais estava prestando atenção no seu próprio jogo.
Todo mundo estava vidrado naqueles oitos. Todos apertados no último spot.
As cartadas se seguiram, não saíram outros oitos, a carta amarela que indicava que eu deveria embaralhar todas as cartas na próxima jogada saiu e, inacreditavelmente, para indignação geral, a banca (eu) fez 21 e acabou com a festa de todo mundo.
Estava acabado! Todo mundo perdeu suas apostas!
"I'm so sorry!" - Foi a única coisa que eu consegui dizer.
E estava sentida mesmo! Desolada.
Enquanto eu embaralhava as cartas de novo, para recomeçar o jogo, o pessoal da roleta estava frenético!
"Place your bets!" gritou o croupier.
" se eu fosse você, ia lá e apostava o que sobrou no 8!" Eu disse.
"Naaaooo! É só uma ficha de 5 dólares!"- a senhorinha estava inconsolável -"acho que vou pra casa", decretou.
Fiz um muxoxo e insisti: "eu apostaria!"
Ela hesitou, ficou ali olhando até o croupier anunciar "no more bets!"
A bolinha parou de saltitar e foi girando devagar até parar no número... 8.
A senhora nem conseguia respirar.
Meu coração parou por um segundo e graças a Deus o meu substituto bateu no meu ombro me dizendo que era hora do intervalo.
Fui tomar um café em silêncio e nunca mais esqueci daquela senhora e daquele sentimento no ar.
Aquele arrependimento do não vivido, do não tentado...
Hoje eu sei exatamente o que ela sentiu!
A diferença é q eu apostei!
Corri e apostei.
Estava de olho no 8, pensei no oito. Alguem me suprou no ouvido "aposte no 8", mas eu sou teimosa e apostei no 4.
Ahhh, o 4 é o meu número da sorte! Sempre foi.
E quando eu ouvi o "no more..." joguei as fichas no 4.
...
Deu 8!
Desencontro com a sorte?
Destino?
Nao sei!
"É da vida, meu bem" - ouvi alguém dizer.
Vou ali ver se ainda dá pra comprar mais algumas fichas!
Volto já!
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Bola de Cristal
Isso aí!
Se a gente quer que alguém entenda perfeitamente o que estamos "querendo dizer", devemos DIZER! Simples assim!
Não adianta ficar achando que a pessoa entendeu, que o recado fio dado! Não!
Pessoas pensam diferente, tiveram uma educação diferente da sua, experiências diferentes, não pensam com a sua cabeça e não tem bola de cristal!
Não adianta achar que um "foi legal " quer dizer "vamos sair de novo?"
Não! Não quer dizer!
"Foi legal" quer dizer que foi legal! ponto.
"Vamos sair de novo?" é um convite e silêncio é silêncio!
Ficar emburrado não quer dizer "estou puto com você porque você foi grosso ou não me deu atenção", assim como dar "bom dia" não quer dizer "me desculpe!"
Muita gente tem o tal botão "foda-se" e vai deixando as coisas passarem até que elas se ajeitem ou caiam no esquecimento.
Eu não consigo! Ainda não achei no meu manual como se aciona este dispositivo.
Eu gosto das coisas explicadas, claras, e escritas se possível, para depois não dizerem que eu disse o que eu não disse!
Pode ser coisa de jornalista, ou de futura advogada, não sei...
Não tenho vergonha de perguntar de novo, de dizer "hã? Não entendi o que você querendo dizer."
Também não faço firula. Digo. Com todas as letras. Cometo sincericídios constantemente e sei que isso, muitas vezes não pega bem.
Por isso tenho tentado me policiar, avaliar o que vale a pena e estou percebendo que aí está a grande questão : até aonde vale a pena ir? Com quem realmente vale a pena argumentar, explicar, se desgastar?
Alguém sabe onde vende uma bola de cristal?
;)
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Borboletas sempre voltam
Não tem jeito! Entra ano e sai ano e este é o assunto que domina em toda rodinha de amigos, seja num bar ou na mesa do café da manhã do hotel.
É só juntar 2 ou 3 solteiros contando histórias de solteirice, festas, rolos para despertar uma pontinha de inveja nos que estão namorando... sempre assim... a gente NUNCA está satisfeito.
Quem está solteiro e aproveitando, pode até estar bem, mas no fundo queria mesmo era estar apaixonado, feliz com o seu amor único, e quem está com "Inveja " da vida de solteiro é porque, provavelmente já não sente mais aquele frio todo na barriga com o seu amor atual.
O que eu acho de verdade é que as borboletas estomacais andam em extinção ou muito preguiçosas! Ultimamente tem sido difícil despertá-las e cada vez mais tenho visto que não é só comigo.
Por que anda tão difícil se apaixonar?
" Vocês não sabem escolher" - opina um
"Escolhem demais" - diz outro.
Talvez seja verdade...
Mas por outro lado não acho que seja a gente que escolhe , a gente no máximo inventa, cria paixões e é por isso que acaba tido dando errado.
Bom mesmo é quando a paixão, o amor escolhe a gente.
Quando o olhar não consegue desgrudar, quando o pensamento insiste em trazer aquele sorriso aos lábios, quando aquela música (ou aquela outra, ou quase todas elas) te lembram ele(a)...aí as benditas borboletas despertam e ficam saracoteando sem parar.
Isso é bom demais e quem provou uma vez, nunca esquece e sempre, sempre vai querer de novo. Mesmo sabendo que, no fim, pode doer ( disso a gente acaba esquecendo) .
Na verdade, este veneninho é tão bom que a gente sempre jura que, desta vez, não vai ter fim!
TOMARA!
Que 2014 traga as borboletas de volta!
RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO !!!: FELIZ DIA DO AMOR!
RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO !!!: FELIZ DIA DO AMOR! : Hoje é dia de São Valentim, santo que celebrava casamentos numa época em que el...
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O rapadura está ficando chiquérrimo! O post de hoje é de uma cronista convidada!!! Amiga queridíssima - Rainha da Cocada Preta - que como...
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Este fim de semana ouvi uma frase que eu jamais pensaria escutar de um cara com mais de 30, morador da zona sul do Rio de Janeiro, bem educa...

