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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Sobre o menino gay de New York

Eu já disse aqui algumas vezes que ando cansada da proporção que as coisas tomam no facebook e na internet de modo geral.
Aqui na rede ninguém tem cara e acaba falando o que quer e na maioria das vezes compartilhando besteiras sem pensar sobre elas. Acho que este caso da foto do menino no blog "Humans of New York" que esta dando o que falar é um deles.
Desde sexta passada tenho visto um monte de gente repostar a foto do garoto que diz ser homossexual e ter medo do futuro.
Gente, é CLARO que ele tem medo! Qual é a novidade nisso?
E isso não tem nada a ver com ser ou não homossexual. Ele tem medo porque ele é um garoto! e TODO MUNDO NA IDADE DELE TEM MEDO DO FUTURO!
Eu tinha, você tinha, seu vizinho adolescente tem, a filha do dono da padaria, seus avós tinham e o Barack Obama também tinha!
Aposto que até a Hillary Clinton, que fez questão de mandar uma mensagem para o tal garoto também tinha medo do futuro quando ela tinha a idade dele.
É claro que chamar atenção para a causa é válido. Qualquer causa! Mas isso me parece mais marketing do que outra coisa, até porque, vamos combinar, que se existe uma cidade onde você pode ser o que você bem entender sem ser incomodado por ninguém, esta cidade é Nova Iorque!
Lá você pode ter cabelo cor de rosa e ser funcionário do Metropolitan Museum - coisa impensável em países como o Brasil, onde a "boa aparência", dita as regras.
Este menino, como todos os outros adolescentes do mundo, merece sim todo o apoio da família e de todo mundo por ser  ADOLESCENTE! 
É claro que ser "diferente" é sempre um obstáculo a mais, mas não sei se este menino sofre muito mais do que um adolescente negro, ou um obeso, ou o nerd, ou o magrelo, ou mesmo se sofre mais do que as meninas com o eterno dilema de "dar ou não dar".
Adolescencia é, sempre foi e sempre será uma fase complicada e cheia de medos para todo mundo, seja ele nova iorquino ou carioca.
Sei lá...acho mesmo é que o facebook, apesar do lado maravilhoso de compartilhar ideias com o mundo tem seu lado ruim de querer que todo mundo compartilhe da idéia da moda, e isso, na minha opinião, é muito perigoso. É o que faz com que este menino tenha medo...o medo de não se enquadrar!
Um medo que só passa quando você descobre como ligar aquele botãozinho do FODA-SE! E isso demora! Não conheço ninguém que saiba fazer ele funcionar para todas as situações.
Agora por exemplo, escrevendo este post, sei que não vou me "enquadrar" e que muita gente vai criticar, vai dizer que eu não sei do que estou falando porque não sou gay, não sou negra e sempre estive mais ou menos "no padrão". Pode ser! Mas no que diz respeito a escrever a MINHA OPINIÃO, eu já aprendi a ligar o tal botãozinho.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Infinito Particular

Hoje é o dia mundial de conscientização do autismo.
A grande maioria das pessoas já ouviu falar disso, já viu na novela, mas muito poucas sabem bem o que é ou como lidar com ele.
É difícil! Bem difícil, posso afirmar.
Há 7 anos, quando o Gabriel nasceu, tínamos todas as expectativas que uma família deposita em seu novo bebe, ele era pré-maturo (muito) e, naquela época nosso maior desejo era que ele sobrevivesse.
Vencido este desafio demoramos para perceber que o próximo seria tão importante e difícil de ser vencido quanto o primeiro e tão bom quanto!
Ainda bem novinho percebemos que ele não interagia com a gente como esperávamos, quase nunca respondia as brincadeiras e desviava o olhar e até fechava os olhos quando o obrigavámos a nos encarar para levar uma bronca, por exemplo.
"Olha como este menino é genioso! Fecha os olhos para evitar a bronca", dizíamos.
Eu, que sempre fui muito adepta ao "olhe pra mim quando eu estiver falando com você!"ficava muito irritada com esta atitude.
Depois achávamos engraçadinho ele repetir frases dos desenhos ou de programas de TV.
Quando a fala começou a demorar achamos que era porque "menino demora mais pra falar mesmo", mas ele era bem esperto p idade dele, com menos de 2 anos sabia apontar qualquer número ou letra que a gente pedisse. Ainda não estávamos tão preocupados e achávamos que ele era um garoto tímido e por isso parecia não se entusiasmar com a cia de outras crianças.
Demoramos uns bons 4 anos para perceber que ele era autista. A mãe levou mais tempo. Me lembro de uma briga que tive com ela onde ela entrava nos cômodos e se trancava para não escutar o que eu queria falar "seu filho tem um problema e vc não está ajudando ele assim!"
Ela precisava ouvir! Eu precisava dizer isso assim, aos berros, para que ela escutasse já que as conversas não surtiam efeito e no fundo eram meio veladas, porque todos nós tínhamos medo de dizer isso em voz alta.
Ainda não pedi perdão a ela como deveria, por ter sido tão rude no meu desespero em ajudar o meu pequeno príncipe e a ela também, mas eu tenho absoluta certeza que ela sabe que era meu coração que gritava do outro lado da porta fechada "você vai me ouvir".
No seu mundo Gabriel sempre foi feliz. Nunca deixou de rir e brincar, mas hoje, sendo tratado como deve ( ou como a gente pode, com os recursos que temos disponíveis) tenho certeza que ele é ainda mais.
Com ele aprendemos todos os dias!
Aprendi que ele não vai gritar meu nome e correr p me abraçar quando eu chego mas que sabe quem sou eu e me ama a maneira dele.
Com ele estamos aprendendo que nem nós temos que nos adequar ao mundo dele e nem ele tem que se moldar ao nosso. Hoje sabemos respeitá-lo como indivíduo e vibramos com cada conquista dele.
Vibramos ao vê-lo menos ansioso, ao ouvi-lo cantar e conseguir ficar na sala de aula.
Aos poucos vamos descobrir as formas de interagir com ele e do que gosta mais ou menos de fazer.
É um desafio diário e não é fácil.
Por isso o dia de hoje  é tão importante! Saber mais sobre este transtorno significa poder ajudar mais e ajuda a extirpar preconceitos.
Esta é uma cartilha que pode ajudar .
Divulguem e, se puderem, só por hoje, vistam alguma  coisa azul!


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O Sorriso que fica

Hoje eu li um texto que falava de saudade.
"Há amores que nunca se vão", dizia o autor e desfiava uma melancolia sem fim.
O texto era uma declaração de amor...e de arrependimento pelo fim.
Eu concordo que há amores que nunca se vão e acho mais, todos eles deveriam ser assim!
Os bons amores não se vão mesmo.
Os amores que terminam em saudade são infinitamente melhores do que os que terminam em gritos, lágrimas e ódio.
A saudade que fica dos bons amores não é esta saudade melancólica, de desejo que ele volte.
É aquela saudade que se transforma num sorriso quando a lembrança vem. Lembrança de algo bom que se viveu, de coisa boa que se aprendeu. De crescimento e amadurecimento emocional.
E a gente não devia sentir ciúme dessa lembrança (embora isso possa parecer impossível! ) porque no fim das contas,  o seu namorado só é este cara incrível porque amou, sofreu, aprendeu...com outras!
Aquele cara que era um babaca quando você conheceu agora é um príncipe com a fulaninha? Viva você que deve ter ensinado um bocado de coisas pra ele!
E você mesmo...pare e pense...você seria o que é hoje sem seus amores ?
Não né?
Então vamos agradecer os amores que se transformaram em sorrisos, desejar que sempre surja um sorriso nos lábios de quem lembra da gente e seguir sorrindo para a vida porque, acredite,  ela sorri de volta!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Simplifique

Tenho uma conhecida que está sempre brigando com o marido.
Toda vez que os encontro eles estão emburrados, discutindo ao vivo ou ao telefone.
Eles formam um casal bem bonito apesar dela ser quase tanta areia quanto  caminhãozinho dele pode carregar. São jovens e não devem ter mais do 4 ou 5 anos de relacionamento e mesmo assim parecem não aproveitar o amor.
A impressão que eu tenho é que eles ficam tão preocupados prestando atenção se um está desviando o olhar em direção a outra pessoa que esquecem de prestar atenção de verdade um ao outro.
Ontem, ao presenciar mais uma troca de "gentilezas" entre os dois, não me contive e disse : "não brigue! Você está longe...releve"
A resposta foi imediata:
" Aiii é sempre a mesma coisa! Ele não aprende!"
Me despedi e fui embora pensando...quem não aprende?
Se é sempre a mesma coisa, se ele sempre a deixa infeliz com as mesmas atitudes quem não aprendeu ainda é ela!
Não aprendeu que a gente não muda ninguém, não aprendeu que se ela não gosta do jeito dele ser e agir tem que reagir!
É não é gritando!
É, provavelmente se separando!
Caramba! Juro que não consigo entender porque as pessoas insistem em ficar numa relação falida, em que não se tem nada além de ciúme e brigas.
Será que é por medo de ficar sozinho?
Será que é por preguiça de começar de novo?
Eu até acredito que não temos uma vida só, mas poxa, é só desta que a gente se lembrará quando estiver velhinho, é esta que estamos vivendo agora e ela é frágil!
Por que não aproveitá-la da melhor maneira possível tentado ser feliz todos os dias?
Por que disperdiçar seu tempo tentando mudar um comportamento do outro que te incomoda mas que ele não acha errado ( e neste caso específico eu também não acho!  - o que há de errado em sair com um amigo ?)
Por que não confiar em quem está com você. E se não confiar por que continuar com esta pessoa?
A vida é simples!
Relacionamento não é tão complicado assim! É só colocar um pouquinho mais de amor e tirar um pouco do egoísmo que a cousa fica simples e muito mais gostosa!
Vai por mim! ;-)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

No more bets

Há alguns anos, quando eu era croupier num cassino nos Estados Unidos, aconteceu uma história inusitada.
Eu "dilava " black jack e naquela noite eu estava especialmente feliz.  

Era um fim de semana de casa cheia e boas gorjetas. 

Eu ocupava a última mesa do "pit", a que ficava bem ao lado da roleta. 
As pessoas também estavam felizes e era uma gritaria só!
Na minha mesa estava um grupo bem animado e entre eles, uma senhorinha que lá pelas  tantas recebeu dois oitos.
" Split " ela pediu.
Split é a jogada na qual a gente separa as cartas,  fazendo com que cada "mão" vire outra aposta separada e aí você  recebe mais uma carta para cada um daqueles oitos.
No black jack sempre se "splitam " os 8!
Virei a outra carta e veio mais um 8.
"Split"
Carta virada,  8!
"Ohhhh! "
"What a chance? ! " ninguem acreditava! "Nao tenho mais dinheiro!" - ela se lamentou. 
"Split" alguém gritou do outro lado da mesa, jogando uma ficha p ela.
A esta altura ninguém mais estava prestando atenção no seu próprio jogo.
Todo mundo estava vidrado naqueles oitos. Todos apertados no último spot.
As cartadas se seguiram, não saíram outros oitos,  a carta amarela que indicava que eu deveria embaralhar todas as cartas na próxima jogada saiu e, inacreditavelmente, para indignação geral, a banca (eu) fez 21 e acabou com a festa de todo mundo.
Estava acabado! Todo mundo perdeu suas apostas!

"I'm so sorry!" - Foi a única coisa que eu consegui dizer.
E  estava sentida mesmo! Desolada.
Enquanto eu embaralhava as cartas de novo, para recomeçar o jogo, o pessoal da roleta estava frenético!
"Place your bets!" gritou o croupier.
" se eu fosse você,  ia lá e apostava o que sobrou no 8!" Eu disse.
"Naaaooo! É só uma ficha de 5 dólares!"- a senhorinha estava inconsolável -"acho que vou pra casa", decretou.
Fiz um muxoxo e insisti: "eu apostaria!"
Ela hesitou, ficou ali olhando até o croupier anunciar "no more bets!"
A bolinha parou de saltitar e foi girando devagar até parar no número... 8.
A senhora nem conseguia respirar.
Meu coração parou por um segundo e graças a Deus o meu substituto bateu no meu ombro me dizendo que era hora do intervalo.
Fui tomar um café em silêncio e nunca mais esqueci daquela senhora e daquele sentimento no ar.

Aquele arrependimento do não vivido, do não tentado...

Hoje eu sei exatamente o que ela sentiu!


A diferença é q eu apostei!
Corri e apostei.


Estava de olho no 8, pensei no oito.  Alguem me suprou no ouvido "aposte no 8", mas eu sou teimosa e apostei no 4.
Ahhh, o 4 é o meu número da sorte!  Sempre foi.
E quando eu ouvi o "no more..." joguei as fichas no 4.
...

Deu 8!
Desencontro com a sorte?
Destino?
Nao sei!
"É da vida,  meu bem" - ouvi alguém dizer. 

Vou ali ver se ainda dá pra comprar mais algumas fichas!


Volto já!


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Borboletas sempre voltam

E o primeiro post de 2014 é sobre...Relacionamentos!
Não tem jeito! Entra ano e sai ano e este é o assunto que domina em toda rodinha de amigos, seja num bar ou na mesa do café da manhã do hotel.
É só juntar 2 ou 3 solteiros contando histórias de solteirice, festas, rolos para despertar uma pontinha de inveja nos que estão namorando... sempre assim... a gente NUNCA está satisfeito.
Quem está solteiro e aproveitando, pode até estar bem, mas no fundo queria mesmo era estar apaixonado, feliz com o seu amor único, e quem está com "Inveja " da vida de solteiro é porque, provavelmente já não sente mais aquele frio todo na barriga com o seu amor atual.
O que eu acho de verdade é que as borboletas estomacais andam em extinção ou muito preguiçosas! Ultimamente tem sido difícil despertá-las e cada vez mais tenho visto que não é só comigo.
Por que anda tão difícil se apaixonar?
" Vocês não sabem escolher" - opina um
"Escolhem demais"  - diz outro.
Talvez seja verdade...
Mas por outro lado não acho que seja a gente que escolhe , a gente no máximo inventa, cria paixões e é por isso que acaba tido dando errado.
Bom mesmo é quando a paixão, o amor escolhe a gente.
Quando o olhar não consegue desgrudar, quando o pensamento insiste em trazer aquele sorriso aos lábios, quando aquela música (ou aquela outra, ou quase todas elas) te lembram ele(a)...aí as benditas borboletas despertam e ficam saracoteando sem parar.
Isso é bom demais e quem provou uma vez, nunca esquece e sempre, sempre vai querer de novo. Mesmo sabendo que, no fim, pode doer ( disso a gente acaba esquecendo) .
Na verdade, este veneninho é tão bom que a gente sempre jura que, desta vez, não vai ter fim!
TOMARA!
Que 2014 traga as borboletas de volta!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Amor na Vitrine

Como já dizia Gaby Amarantos, não deve valer nem R$1,99, mas o fato é que a moda é se colocar mesmo na vitrine e, teoricamente, esperar o amor.
O Tinder é o aplicativo febre entre os solteiros.
Funciona como um mercadão mesmo. As fotos estão lá, uma breve descrição (um pouco de marketing nunca é demais) e pronto, você vai passando o catálogo até encontrar alguém interessante e "comprá-lo", se a pessoa também "comprar" a sua imagem, voilà! vocês podem conversar, incentivados por frases feitas do app como "porque ser tímido?" "está com as mãos amarradas?"  e aí a história começa.
Os meninos não tem nenhuma cerimônia em pedir o seu whatsapp como se não fosse o seu número de telefone e isso não é coisa que se dá a um estranho (?!) e te chamar para um café.
Cliquei nos que eu achava que podiam render uma boa hstória para o Rapadura e depois de explicar que eu só estava fazendo pesquisa de campo, que não ia sair com ninguém, a maioria deles abria o coração para a minha pergunta :
"Seja sincero! O que você espera do Tinder?"
Um amigo (que também está no Tinder!) me disse que o problema é que a mulherada quer namorar e os meninos só quererm transar.
A maioria só quer mesmo beijar na boca e dar umazinha. Sexo casual é o que move o aplicativo. Mas alguns disseram estar realmente abertos a um relacionamento se conhecerem alguém "legal".
Tinha um que dizia "topo dizer que a gente se conheceu em outro lugar" - o que prova que ainda há muito preconceito com relacionamentos virtuais apesar deles estarem cada vez mais presentes.
Outro jurava querer encontrar o "amor da vida", dizia estar cheio de relacionamentos vazios, mas em 3 minutos de conversa me contou que tinha tomado um pé na bunda da (vagabunda - palavras dele) ex... ou seja, estava procurando uma bengalinha.
Um outro, quando soube que eu era apirante a escritora, me disse "também sou escritor! Olha o link do meu livro" . Cliquei e lá dizia "Como enlouquecer uma mulher na cama".
Perguntei se isso não era muita pretensão e ele de bate-e-pronto respondeu "quer conferir?"
Não, obrigada!
Uma amiga conheceu uns dois ou três caras do Tinder. Se encantou com um que foi buscá-la em casa...
Peraí! Isso não é o normal ? O que se espera de alguém que quer sair com você?
Pelo visto não é mais...
As pessoas estão cada vez mais carentes e mais vazias. Dando menos, esperando menos. Se contentando e se encantando com pouquíssimo apesar de quererem mais e mais...
Tuuudooo errado!
Tô fora! Ainda estou na era do "você não tem um amigo prá me apresentar?" Com todas as referências que isso demanda.





RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO !!!: FELIZ DIA DO AMOR!

RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO !!!: FELIZ DIA DO AMOR! : Hoje é dia de São Valentim, santo que celebrava casamentos numa época em que el...