quinta-feira, 24 de abril de 2014

Acorda menina!

O post de hoje é de indignação!
Estou há semanas sem inspiração para escrever e ontem, diante de uma postagem num grupo do facebook ela veio, rasgando, me socando o estômago, me fazendo querer ligar para uma desconhecida e dar-lhe conselhos "amorosos".
Me limitei a postar um comentário e lembrei que se conselho fosse bom a gente vendia, não dava, e que provavelmente a opinião de uma desconhecida não vai mudar em nada o pensamento desta pobre alma que aceita desmandos de um namorado.
A postagem em questão está ai na foto. Uma menina, que não deve ter mais de 30 anos, coloca um vestido que ela comprou, esperou quase um mês para chegar, adorou e colocou à venda porque o seu namorado (na-mo-ra-do!) não DEIXOU, repito, NÃO DEIXOU ela ficar com o tal vestido por achar ele decotado.
Agora vejam vocês, caro leitores, como é que pode isso?
O cidadão acha que pode mandar e desmandar na roupa que a guria quer usar e ela aceita! Ela aceiiitaaaaaaa!!!!!!!
Quando coloquei a foto no meu mural da mesma rede social uma amiga comentou : " É o fim da picada, né?"
Parece óbvio!
Mas o pior é que não é o fim. É só o início da picada, o início de (mais) um relacionamento machista que julga a mulher pela roupa que ela veste.
E os comentários que seguem no post da moça me deram ainda mais asco - várias outras mulheres se solidarizando, entendendo e tentando justificar a atitude do ditadorzinho.
Em um deles, a moça que está vendendo o vestido diz  que "negocia" o uso das roupas com o tempo que ele (o namorado) fica no videogame (?!) - Ela não usa e em troca ele não fica tanto (TANTO) diante da tv enquanto ela passa o fim de semana na casa dele.
Lamentável...
Fica aqui a minha indignação e o meu sincero desejo de que esta menina acorde e resolva rifar o namorado e continuar com o vestidos.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Meias Verdades - o país do 1° de abril

Eu passei a semana inteira esperando que o IPEA ou alguém divulgasse que era mentira. Que eles tinham errado ou que era pegadinha do Malandro, só para ver a reação da sociedade.
Ao invés disso vi divulgado que  66% dos entrevistados eram mulheres e aí me encuquei ainda mais...
Como pode isso ?
As mulheres que são as maioires vítimas estão defendendo que quem não se comporta merece ser estuprada?
A gente que vive reclamando de sofrer violência sexual verbal todo dia, achando que  a culpa é nossa mesmo, que nao devia nada ter passado de shortinho em frente a obra?
É claro que tem gente que pensa assim!
Quantas vezes você já não ouviu um " também, né? Com essa roupa, estava esperando o que?"
É inegável que vivemos numa sociedade machista, mas quando se trata de estupro o caso é, ou pelo menos , me parecia diferente. Pois se até os bandidos mais perversos não toleram isso...
Todo mundo sabe que na cadeia estuprador vira "mulherzinha".
Como pode uma pesquisa apontar uma coisa dessas?
Eu sempre desconfio de tudo o que órgãos do governo divulgam, principalmente deste , que acha que se o mensalão for caixa 2 de campanha tá tudo certo, e aí, lendo daqui, pesquisando dali encontrei um texto do Felipe Moura que achei coerente.
Saiu na veja  (sim! na veja eu acredito muiiiitooo mais do que no PT). É grande mas acho que vale a pena a leitura, nem que seja para exercer o direito de discordar , já que esta semana estamos lembrando que há 50 anos tínhamos perdido este direito.
aqui está o link
No texto ele revela como foi feita a pesquisa e dá dados que não foram divulgados , como o da grande maioria dos entrevistados não terem sequer o ensino fundamental, e portanto, podem não ter interpretado bem as questões e que os resultados para a parcela que vive na região sul e sudeste e que tem ensino superior é completamente diferente. Vide pag do iPEA  - que também distorceu a histórinha de " menor taxa de desemprego de todos os tempos" e que afirma que a classe média cresceu , mas que omite que a classificação para "Classe média" mudou.
Quanto à campanha #eunaomerecoserestuprada acho que continua valendo. Sempre valerá!  Não custa lembrar e afirmar que respeito  é bom e a gente gosta e que ninguém tem nada com a roupa que eu visto ou com o sutiã que eu não quero usar.
Ninguém merece ser estuprada - Fato!
E ninguém merece ser enganados por pesquisas mal feitas também.
O #acordaBrasil também continua valendo!
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Sobre as comemorações da resistência ao golpe, só uma coisinha ( já que o pensamento é livre, graças a Democracia!) : Ouvi muita coisa nesses debates e acho mesmo que muitos militares erraram tentando acertar. Tinha muita gente que acreditava mesmo que se não fizessem uma intervenção o Brasil viraria Cuba ( meu avô era um deles) .
Erraram (feio!)  a mão.
Mas nunca saberemos se isso aqui  ia ou não virar Venezuela .
Não virou,  que bom ( pior é que acho que ainda há chance, basta a gente piscar!) !
O que passou deve ser lembrado e aprendido - Ditadura é ruim, seja militar ou civil , tortura é intolerável e a verdade deve ser aberta sim, para que nunca mais se repita e para que quem teve os seus desaparecidos ou mortos tenham uma resposta , mas que isso não seja usado para tirar uma gorda pensão vitalícia.
Indenização e raparação sim, jeitinho brasileiro NÃO, por favor!

terça-feira, 25 de março de 2014

Omelete

Ontem o dia estava nublado, friozinho e eu de folga!
O dia perfeito para não fazer nada, ficar vendo televisão o dia inteiro e foi exatamente o que eu fiz.
Vi no gnt que beber 2 litros de água por dia ou só a água contida nos alimentos, a curto prazo não faz a mínima diferença, que a tal dieta detox também não ( e era pra ser um programa sobre saúde e bem-estar!)
E aí a Marília Gabriela começou a entrevistar o Mateus ( que agora é Solano, mas que pra mim é o Mateus do tablado) e me fez pensar " e se...?"
Eu acho que escrevi sobre o "e se...?" aqui.
Pra mim o "e se...?" é a pior pergunta que existe. É um quase se arrepender do que (talvez, quem sabe) poderia ter sido.
Pois bem, fui vendo a entrevista, feliz com o sucesso do meu amigo e pensando : Será que eu teria sido uma boa atriz? E se eu tivesse escolhido um outro caminho?
Ao mesmo tempo eu comecei a pensar no caminho que eu escolhi e lembrar de todas as coisas maravilhosas que aconteceram - das crianças sem professora que correram pra me abraçar quando eu cheguei naquela escola em Santa Cruz , das farras do intercâmbio, das aulas cabuladas no queijo da Facha, dos pernoites da "vida de aeromoça", dos lugares incríveis que eu conheci, dos amigos que eu fiz- e o fantasma  do " e se...?" se foi.
O caso é que, como dizia meu ex marido, não se faz omelete sem quebrar os ovos, mas quem sempre quer viver tudo (como eu), quer fazer a omelete e guardar os ovos (inteiros) , para fazê-los cozidos mais tarde!
Não dá! Eu sei!
Tenho aprendido a simplesmente apreciar o sabor da omelete e entender que, quando ela é bem feita, quando os ingredientes são frescos, bem escolhidos, mesmo que ela não fique tão fofinha, moreninha , os ovos quebrados não incomodam.
Boa semana pra vocês!

terça-feira, 11 de março de 2014

Caí no mundo e não sei como voltar

O Texto de hoje não é meu. É do Eduardo Galeano, escritor uruguaio que gosto muito.
Recebi de um amigo querido que sempre manda coisas muito interessantes, e quando li, lembrei logo da minha mãe, das minhas tias que sempre guardam tudo achando que um dia pode servir pra alguma coisa...e não é que serve? Difícil é lembrar que se guardou! e ter espaço para tudo o que se quer guardar!
Boa leitura!

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O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…

Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas. 
E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!

Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta. 

O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.

Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!

É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes. 

Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.
Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.
Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?

Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.

Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de ... anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..
Desse tempo venho eu.  E não que tenha sido melhor.... É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa", mudar para o "compre e jogue fora que já vem um novo modelo".
Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado... E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas... por amor de Deus!
Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.

E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir. 

Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.

Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular a poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?
Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos...

Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê?  Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.

Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis. E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
E as pilhas! As pilhas das primeiras Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.

Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisa para enrolar.

Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de bastos".

As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.

Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!

E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa. 

E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!
Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.

Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.
Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.
Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour. 

Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue... 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O Haiti não é aqui

O post de hoje vai parecer preconceituoso e talvez seja mesmo.
Acabei de assistir ao programa "Adeus Haiti" na globo news e juro que não sei que sentimento é este que está aqui latente.
Estou assustada por me sentir xenófoba.
Um misto de pena e raiva. .. sei lá.
O programa mostra, entre outras coisas, a quantidade estarrecedora de imigrantes haitianos no Brasil.  Fenômeno que eu já tinha percebido andando por este país- e não é de hoje!
No Rio mesmo há um montão deles (fui abordada por um numa farmácia com um bilhete pedindo emprego de faxineiro) No Acre, acho que eles ja devem ser maioria!
E o governo brasileiro,  que adora ajudar os estrangeiros mas se esquece dos seus,  continua distribuindo vistos a torto e a direita.
Não consigo entender isso.  Já não temos pobres demais?  Por que aceitar mais gente que não fala a nossa língua,  não acrescenta nada e não tem emprego aqui?
A maioria dos haitianos nem sabia que o Brasil existia até desembarcamos por lá com uma força de paz que não fez o que se propôs a fazer -reorganizar o país - em parte porque isso não faz parte do plano do governo de lá e em grande parte porque, apesar da boa vontade, qualquer idiota seria capaz de presumir que soldados que não se comunicam na língua local não conseguiriam grande coisa. E quem está falando isso não sou eu,  tá? É o sociólogo haitiano entrevistado. E eu concordo com ele!
Voltando ao Brasil e à minha recém descoberta xenofobia, o documentário mostra um grupo chegando numa cidade do interior do Rio Grande do Sul que ofereceu emprego para os imigrantes e um deles, zombando dizia "isso é uma cidade? Naooo! Isso é no máximo uma aldeia!"
Ahhh vá! Neste momento me peguei proconceituosamente gritando com a tv
- volte para a porcaria do seu país destruido então,  babaca!

Logo depois o programa mostra a gratidão de outro imigrante dizendo que queria trazer a família toda e passar o resto da vida aqui. 

Fiquei feliz mas ainda com medo de uma "invasão".

Será que isso é mesmo xenofobia ou  é só um pouco de sensatez? 

Nossa não temos emprego pra gente. 

O índice de analfabetismo ( funcional e real)  é alarmante.  No Nordeste tem gente morando em casa de pau a pique. No Rio, em São Paulo e em todas as grandes cidades, gente morando na rua e em favela. Sem saneamento,  sem escola,  sem saúde,  sem nada! 

Por que aceitar mais gente ? Gente que ainda demanda esforço de professores para ensinar a língua portuguesa p eles.

Por que eles não vão para a Suíça ou para o Canadá? 
" ahhh é difícil conseguir visto" , diz um dos entrevistados.
Será que é porque o Canadá e a Suíça Tem governos sensatos?
Será que é por isso que eles estão há anos-luz de distância de nós em matéria de desenvolvimento e educação?
A gente tem que parar de querer ser bonzinho e encarar a realidade. Este pseudo socialismo me irrita e nos deixa cada vez com.mais contas  e impostos pra pagar.
Sou solidária com a dor dos haitianos.  Sinto muito pelas perdas causadas pelo terremoto  - só pelo terremoto, porque Papa Doc  é culpa deles assim  como o PT é culpa nossa! - mas não os quero ao pedindo esmola ou  tirando oportunidades de brasileiros que poderiam trabalhar e deixar de ganhar o bolsa família.
Pardon, mas para mim, não são bem-vindos.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Etiqueta moderna

Há tempos eu venho querendo escrever sobre a etiqueta que rege (ou deveria reger) as redes sociais.
Queria entender se todo mundo perdeu a noção mesmo ou sou eu que estou ficando velha e não me adaptando a certas modernidades.
Não consigo entender, por exemplo,  por que uma pessoa coloca  um recado pessoal no seu mural do facebook ao invés de mandá-lo por inbox e também por que as pessoas fazem em grupos no whatsapp  perguntas que sao especificas para um membro do grupo - nao tem o número do dito cujo lá? Pq raios não manda a mensagem direto pro fulano???
Se não for nada engraçado p grupo inteiro sacanear ou importante para todo mundo,  pra que explanar?
Outra coisa que não tenho entendido bem, e esta foi a gota d'água deflagradora do post,  é a mania das pessoas de pedirem o seu whatsapp como se isso não fosse a mesma coisa que pedir o seu telefone!
Gente, no meu tempo a gente não dava (nem pedia) o telefone de qualquer um não! 
Quando um cara pedia o seu tel era porque ele estava realmente interessado e a gente ficava esperando ansiosa por uma ligação.
Agora todo mundo pede (e dá!) o whatsapp! Até publicam no facebook! E olha só a confusão que isso pode dar:
Ontem eu estava linda e serelepe voltando do trabalho quando o celular apita pipocando uma mensagem
"Oi! Tudo bem?"
Como troquei de aparelho e ainda nao recuperei todos os números (e nao fico espalhando meu whats por aí) , jurei que era alguém conhecido.
"Tudo bem! Mas quem é? Desculpe, não tenho este número gravado"
"Wallace"
?????????????
Revirei as gavetinhas de memória e nada!
"Olha, acho q vc mandou a msg p pessoa errada"
"Seu número está no face. Achei que vc estivesse a procura de novas amizades"

Em fração de segundos quase tive um treco.
Como assim "seu numero esta no face???"

"Oi??? Meu número está no face???" digitei sem nem entender pq ei estava rendendo assunto com um desconhecido.

"Seu nome não é Luana? Seu número está nesta página, olha aí"
E fez a gentileza de me mandar a foto que ilustra post.
Alívio e indignação tomaram conta de mim.
Não era o meu tel mas a tal Luana tinha mesmo colocado o número dela exposto pra qualquer um adicionar!
Ela e mais um montão de gente!
Essas pessoas não tem amigos pra conversar ou estão querendo inventar uma nova modalidade de disk sexo? O textsex seria???
Porque para conhecer a galera da pegação já  existe o tinder, né?
Não entendi!
Acho que estou mesmo velha para essas modernidades mas continuo entendendo um pouquinho de etiqueta e bom senso, então meninos, dica da tia: não façam como o Jhom! Fotos de pinto, só se eles tiverem um tamanho apresentável, ok?! 




sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

No more bets

Há alguns anos, quando eu era croupier num cassino nos Estados Unidos, aconteceu uma história inusitada.
Eu "dilava " black jack e naquela noite eu estava especialmente feliz.  

Era um fim de semana de casa cheia e boas gorjetas. 

Eu ocupava a última mesa do "pit", a que ficava bem ao lado da roleta. 
As pessoas também estavam felizes e era uma gritaria só!
Na minha mesa estava um grupo bem animado e entre eles, uma senhorinha que lá pelas  tantas recebeu dois oitos.
" Split " ela pediu.
Split é a jogada na qual a gente separa as cartas,  fazendo com que cada "mão" vire outra aposta separada e aí você  recebe mais uma carta para cada um daqueles oitos.
No black jack sempre se "splitam " os 8!
Virei a outra carta e veio mais um 8.
"Split"
Carta virada,  8!
"Ohhhh! "
"What a chance? ! " ninguem acreditava! "Nao tenho mais dinheiro!" - ela se lamentou. 
"Split" alguém gritou do outro lado da mesa, jogando uma ficha p ela.
A esta altura ninguém mais estava prestando atenção no seu próprio jogo.
Todo mundo estava vidrado naqueles oitos. Todos apertados no último spot.
As cartadas se seguiram, não saíram outros oitos,  a carta amarela que indicava que eu deveria embaralhar todas as cartas na próxima jogada saiu e, inacreditavelmente, para indignação geral, a banca (eu) fez 21 e acabou com a festa de todo mundo.
Estava acabado! Todo mundo perdeu suas apostas!

"I'm so sorry!" - Foi a única coisa que eu consegui dizer.
E  estava sentida mesmo! Desolada.
Enquanto eu embaralhava as cartas de novo, para recomeçar o jogo, o pessoal da roleta estava frenético!
"Place your bets!" gritou o croupier.
" se eu fosse você,  ia lá e apostava o que sobrou no 8!" Eu disse.
"Naaaooo! É só uma ficha de 5 dólares!"- a senhorinha estava inconsolável -"acho que vou pra casa", decretou.
Fiz um muxoxo e insisti: "eu apostaria!"
Ela hesitou, ficou ali olhando até o croupier anunciar "no more bets!"
A bolinha parou de saltitar e foi girando devagar até parar no número... 8.
A senhora nem conseguia respirar.
Meu coração parou por um segundo e graças a Deus o meu substituto bateu no meu ombro me dizendo que era hora do intervalo.
Fui tomar um café em silêncio e nunca mais esqueci daquela senhora e daquele sentimento no ar.

Aquele arrependimento do não vivido, do não tentado...

Hoje eu sei exatamente o que ela sentiu!


A diferença é q eu apostei!
Corri e apostei.


Estava de olho no 8, pensei no oito.  Alguem me suprou no ouvido "aposte no 8", mas eu sou teimosa e apostei no 4.
Ahhh, o 4 é o meu número da sorte!  Sempre foi.
E quando eu ouvi o "no more..." joguei as fichas no 4.
...

Deu 8!
Desencontro com a sorte?
Destino?
Nao sei!
"É da vida,  meu bem" - ouvi alguém dizer. 

Vou ali ver se ainda dá pra comprar mais algumas fichas!


Volto já!


RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO !!!: FELIZ DIA DO AMOR!

RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO !!!: FELIZ DIA DO AMOR! : Hoje é dia de São Valentim, santo que celebrava casamentos numa época em que el...