quinta-feira, 24 de abril de 2014
Acorda menina!
Estou há semanas sem inspiração para escrever e ontem, diante de uma postagem num grupo do facebook ela veio, rasgando, me socando o estômago, me fazendo querer ligar para uma desconhecida e dar-lhe conselhos "amorosos".
Me limitei a postar um comentário e lembrei que se conselho fosse bom a gente vendia, não dava, e que provavelmente a opinião de uma desconhecida não vai mudar em nada o pensamento desta pobre alma que aceita desmandos de um namorado.
A postagem em questão está ai na foto. Uma menina, que não deve ter mais de 30 anos, coloca um vestido que ela comprou, esperou quase um mês para chegar, adorou e colocou à venda porque o seu namorado (na-mo-ra-do!) não DEIXOU, repito, NÃO DEIXOU ela ficar com o tal vestido por achar ele decotado.
Agora vejam vocês, caro leitores, como é que pode isso?
O cidadão acha que pode mandar e desmandar na roupa que a guria quer usar e ela aceita! Ela aceiiitaaaaaaa!!!!!!!
Quando coloquei a foto no meu mural da mesma rede social uma amiga comentou : " É o fim da picada, né?"
Parece óbvio!
Mas o pior é que não é o fim. É só o início da picada, o início de (mais) um relacionamento machista que julga a mulher pela roupa que ela veste.
E os comentários que seguem no post da moça me deram ainda mais asco - várias outras mulheres se solidarizando, entendendo e tentando justificar a atitude do ditadorzinho.
Em um deles, a moça que está vendendo o vestido diz que "negocia" o uso das roupas com o tempo que ele (o namorado) fica no videogame (?!) - Ela não usa e em troca ele não fica tanto (TANTO) diante da tv enquanto ela passa o fim de semana na casa dele.
Lamentável...
Fica aqui a minha indignação e o meu sincero desejo de que esta menina acorde e resolva rifar o namorado e continuar com o vestidos.
terça-feira, 1 de abril de 2014
Meias Verdades - o país do 1° de abril
Ao invés disso vi divulgado que 66% dos entrevistados eram mulheres e aí me encuquei ainda mais...
Como pode isso ?
As mulheres que são as maioires vítimas estão defendendo que quem não se comporta merece ser estuprada?
A gente que vive reclamando de sofrer violência sexual verbal todo dia, achando que a culpa é nossa mesmo, que nao devia nada ter passado de shortinho em frente a obra?
É claro que tem gente que pensa assim!
Quantas vezes você já não ouviu um " também, né? Com essa roupa, estava esperando o que?"
É inegável que vivemos numa sociedade machista, mas quando se trata de estupro o caso é, ou pelo menos , me parecia diferente. Pois se até os bandidos mais perversos não toleram isso...
Todo mundo sabe que na cadeia estuprador vira "mulherzinha".
Como pode uma pesquisa apontar uma coisa dessas?
Eu sempre desconfio de tudo o que órgãos do governo divulgam, principalmente deste , que acha que se o mensalão for caixa 2 de campanha tá tudo certo, e aí, lendo daqui, pesquisando dali encontrei um texto do Felipe Moura que achei coerente.
Saiu na veja (sim! na veja eu acredito muiiiitooo mais do que no PT). É grande mas acho que vale a pena a leitura, nem que seja para exercer o direito de discordar , já que esta semana estamos lembrando que há 50 anos tínhamos perdido este direito.
aqui está o link
No texto ele revela como foi feita a pesquisa e dá dados que não foram divulgados , como o da grande maioria dos entrevistados não terem sequer o ensino fundamental, e portanto, podem não ter interpretado bem as questões e que os resultados para a parcela que vive na região sul e sudeste e que tem ensino superior é completamente diferente. Vide pag do iPEA - que também distorceu a histórinha de " menor taxa de desemprego de todos os tempos" e que afirma que a classe média cresceu , mas que omite que a classificação para "Classe média" mudou.
Quanto à campanha #eunaomerecoserestuprada acho que continua valendo. Sempre valerá! Não custa lembrar e afirmar que respeito é bom e a gente gosta e que ninguém tem nada com a roupa que eu visto ou com o sutiã que eu não quero usar.
Ninguém merece ser estuprada - Fato!
E ninguém merece ser enganados por pesquisas mal feitas também.
O #acordaBrasil também continua valendo!
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Sobre as comemorações da resistência ao golpe, só uma coisinha ( já que o pensamento é livre, graças a Democracia!) : Ouvi muita coisa nesses debates e acho mesmo que muitos militares erraram tentando acertar. Tinha muita gente que acreditava mesmo que se não fizessem uma intervenção o Brasil viraria Cuba ( meu avô era um deles) .
Erraram (feio!) a mão.
Mas nunca saberemos se isso aqui ia ou não virar Venezuela .
Não virou, que bom ( pior é que acho que ainda há chance, basta a gente piscar!) !
O que passou deve ser lembrado e aprendido - Ditadura é ruim, seja militar ou civil , tortura é intolerável e a verdade deve ser aberta sim, para que nunca mais se repita e para que quem teve os seus desaparecidos ou mortos tenham uma resposta , mas que isso não seja usado para tirar uma gorda pensão vitalícia.
Indenização e raparação sim, jeitinho brasileiro NÃO, por favor!
terça-feira, 25 de março de 2014
Omelete
Ontem o dia estava nublado, friozinho e eu de folga!
O dia perfeito para não fazer nada, ficar vendo televisão o dia inteiro e foi exatamente o que eu fiz.
Vi no gnt que beber 2 litros de água por dia ou só a água contida nos alimentos, a curto prazo não faz a mínima diferença, que a tal dieta detox também não ( e era pra ser um programa sobre saúde e bem-estar!)
E aí a Marília Gabriela começou a entrevistar o Mateus ( que agora é Solano, mas que pra mim é o Mateus do tablado) e me fez pensar " e se...?"
Eu acho que escrevi sobre o "e se...?" aqui.
Pra mim o "e se...?" é a pior pergunta que existe. É um quase se arrepender do que (talvez, quem sabe) poderia ter sido.
Pois bem, fui vendo a entrevista, feliz com o sucesso do meu amigo e pensando : Será que eu teria sido uma boa atriz? E se eu tivesse escolhido um outro caminho?
Ao mesmo tempo eu comecei a pensar no caminho que eu escolhi e lembrar de todas as coisas maravilhosas que aconteceram - das crianças sem professora que correram pra me abraçar quando eu cheguei naquela escola em Santa Cruz , das farras do intercâmbio, das aulas cabuladas no queijo da Facha, dos pernoites da "vida de aeromoça", dos lugares incríveis que eu conheci, dos amigos que eu fiz- e o fantasma do " e se...?" se foi.
O caso é que, como dizia meu ex marido, não se faz omelete sem quebrar os ovos, mas quem sempre quer viver tudo (como eu), quer fazer a omelete e guardar os ovos (inteiros) , para fazê-los cozidos mais tarde!
Não dá! Eu sei!
Tenho aprendido a simplesmente apreciar o sabor da omelete e entender que, quando ela é bem feita, quando os ingredientes são frescos, bem escolhidos, mesmo que ela não fique tão fofinha, moreninha , os ovos quebrados não incomodam.
Boa semana pra vocês!
terça-feira, 11 de março de 2014
Caí no mundo e não sei como voltar
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Boa leitura! ************************************************************************
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
O Haiti não é aqui
O post de hoje vai parecer preconceituoso e talvez seja mesmo.
Acabei de assistir ao programa "Adeus Haiti" na globo news e juro que não sei que sentimento é este que está aqui latente.
Estou assustada por me sentir xenófoba.
Um misto de pena e raiva. .. sei lá.
O programa mostra, entre outras coisas, a quantidade estarrecedora de imigrantes haitianos no Brasil. Fenômeno que eu já tinha percebido andando por este país- e não é de hoje!
No Rio mesmo há um montão deles (fui abordada por um numa farmácia com um bilhete pedindo emprego de faxineiro) No Acre, acho que eles ja devem ser maioria!
E o governo brasileiro, que adora ajudar os estrangeiros mas se esquece dos seus, continua distribuindo vistos a torto e a direita.
Não consigo entender isso. Já não temos pobres demais? Por que aceitar mais gente que não fala a nossa língua, não acrescenta nada e não tem emprego aqui?
A maioria dos haitianos nem sabia que o Brasil existia até desembarcamos por lá com uma força de paz que não fez o que se propôs a fazer -reorganizar o país - em parte porque isso não faz parte do plano do governo de lá e em grande parte porque, apesar da boa vontade, qualquer idiota seria capaz de presumir que soldados que não se comunicam na língua local não conseguiriam grande coisa. E quem está falando isso não sou eu, tá? É o sociólogo haitiano entrevistado. E eu concordo com ele!
Voltando ao Brasil e à minha recém descoberta xenofobia, o documentário mostra um grupo chegando numa cidade do interior do Rio Grande do Sul que ofereceu emprego para os imigrantes e um deles, zombando dizia "isso é uma cidade? Naooo! Isso é no máximo uma aldeia!"
Ahhh vá! Neste momento me peguei proconceituosamente gritando com a tv
- volte para a porcaria do seu país destruido então, babaca!
Logo depois o programa mostra a gratidão de outro imigrante dizendo que queria trazer a família toda e passar o resto da vida aqui.
Fiquei feliz mas ainda com medo de uma "invasão".
Será que isso é mesmo xenofobia ou é só um pouco de sensatez?
Nossa não temos emprego pra gente.
O índice de analfabetismo ( funcional e real) é alarmante. No Nordeste tem gente morando em casa de pau a pique. No Rio, em São Paulo e em todas as grandes cidades, gente morando na rua e em favela. Sem saneamento, sem escola, sem saúde, sem nada!
Por que aceitar mais gente ? Gente que ainda demanda esforço de professores para ensinar a língua portuguesa p eles.
Por que eles não vão para a Suíça ou para o Canadá?
" ahhh é difícil conseguir visto" , diz um dos entrevistados.
Será que é porque o Canadá e a Suíça Tem governos sensatos?
Será que é por isso que eles estão há anos-luz de distância de nós em matéria de desenvolvimento e educação?
A gente tem que parar de querer ser bonzinho e encarar a realidade. Este pseudo socialismo me irrita e nos deixa cada vez com.mais contas e impostos pra pagar.
Sou solidária com a dor dos haitianos. Sinto muito pelas perdas causadas pelo terremoto - só pelo terremoto, porque Papa Doc é culpa deles assim como o PT é culpa nossa! - mas não os quero ao pedindo esmola ou tirando oportunidades de brasileiros que poderiam trabalhar e deixar de ganhar o bolsa família.
Pardon, mas para mim, não são bem-vindos.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Etiqueta moderna
Há tempos eu venho querendo escrever sobre a etiqueta que rege (ou deveria reger) as redes sociais.
Queria entender se todo mundo perdeu a noção mesmo ou sou eu que estou ficando velha e não me adaptando a certas modernidades.
Não consigo entender, por exemplo, por que uma pessoa coloca um recado pessoal no seu mural do facebook ao invés de mandá-lo por inbox e também por que as pessoas fazem em grupos no whatsapp perguntas que sao especificas para um membro do grupo - nao tem o número do dito cujo lá? Pq raios não manda a mensagem direto pro fulano???
Se não for nada engraçado p grupo inteiro sacanear ou importante para todo mundo, pra que explanar?
Outra coisa que não tenho entendido bem, e esta foi a gota d'água deflagradora do post, é a mania das pessoas de pedirem o seu whatsapp como se isso não fosse a mesma coisa que pedir o seu telefone!
Gente, no meu tempo a gente não dava (nem pedia) o telefone de qualquer um não!
Quando um cara pedia o seu tel era porque ele estava realmente interessado e a gente ficava esperando ansiosa por uma ligação.
Agora todo mundo pede (e dá!) o whatsapp! Até publicam no facebook! E olha só a confusão que isso pode dar:
Ontem eu estava linda e serelepe voltando do trabalho quando o celular apita pipocando uma mensagem
"Oi! Tudo bem?"
Como troquei de aparelho e ainda nao recuperei todos os números (e nao fico espalhando meu whats por aí) , jurei que era alguém conhecido.
"Tudo bem! Mas quem é? Desculpe, não tenho este número gravado"
"Wallace"
?????????????
Revirei as gavetinhas de memória e nada!
"Olha, acho q vc mandou a msg p pessoa errada"
"Seu número está no face. Achei que vc estivesse a procura de novas amizades"
Em fração de segundos quase tive um treco.
Como assim "seu numero esta no face???"
"Oi??? Meu número está no face???" digitei sem nem entender pq ei estava rendendo assunto com um desconhecido.
"Seu nome não é Luana? Seu número está nesta página, olha aí"
E fez a gentileza de me mandar a foto que ilustra post.
Alívio e indignação tomaram conta de mim.
Não era o meu tel mas a tal Luana tinha mesmo colocado o número dela exposto pra qualquer um adicionar!
Ela e mais um montão de gente!
Essas pessoas não tem amigos pra conversar ou estão querendo inventar uma nova modalidade de disk sexo? O textsex seria???
Porque para conhecer a galera da pegação já existe o tinder, né?
Não entendi!
Acho que estou mesmo velha para essas modernidades mas continuo entendendo um pouquinho de etiqueta e bom senso, então meninos, dica da tia: não façam como o Jhom! Fotos de pinto, só se eles tiverem um tamanho apresentável, ok?!
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
No more bets
Há alguns anos, quando eu era croupier num cassino nos Estados Unidos, aconteceu uma história inusitada.
Eu "dilava " black jack e naquela noite eu estava especialmente feliz.
Era um fim de semana de casa cheia e boas gorjetas.
Eu ocupava a última mesa do "pit", a que ficava bem ao lado da roleta.
As pessoas também estavam felizes e era uma gritaria só!
Na minha mesa estava um grupo bem animado e entre eles, uma senhorinha que lá pelas tantas recebeu dois oitos.
" Split " ela pediu.
Split é a jogada na qual a gente separa as cartas, fazendo com que cada "mão" vire outra aposta separada e aí você recebe mais uma carta para cada um daqueles oitos.
No black jack sempre se "splitam " os 8!
Virei a outra carta e veio mais um 8.
"Split"
Carta virada, 8!
"Ohhhh! "
"What a chance? ! " ninguem acreditava! "Nao tenho mais dinheiro!" - ela se lamentou.
"Split" alguém gritou do outro lado da mesa, jogando uma ficha p ela.
A esta altura ninguém mais estava prestando atenção no seu próprio jogo.
Todo mundo estava vidrado naqueles oitos. Todos apertados no último spot.
As cartadas se seguiram, não saíram outros oitos, a carta amarela que indicava que eu deveria embaralhar todas as cartas na próxima jogada saiu e, inacreditavelmente, para indignação geral, a banca (eu) fez 21 e acabou com a festa de todo mundo.
Estava acabado! Todo mundo perdeu suas apostas!
"I'm so sorry!" - Foi a única coisa que eu consegui dizer.
E estava sentida mesmo! Desolada.
Enquanto eu embaralhava as cartas de novo, para recomeçar o jogo, o pessoal da roleta estava frenético!
"Place your bets!" gritou o croupier.
" se eu fosse você, ia lá e apostava o que sobrou no 8!" Eu disse.
"Naaaooo! É só uma ficha de 5 dólares!"- a senhorinha estava inconsolável -"acho que vou pra casa", decretou.
Fiz um muxoxo e insisti: "eu apostaria!"
Ela hesitou, ficou ali olhando até o croupier anunciar "no more bets!"
A bolinha parou de saltitar e foi girando devagar até parar no número... 8.
A senhora nem conseguia respirar.
Meu coração parou por um segundo e graças a Deus o meu substituto bateu no meu ombro me dizendo que era hora do intervalo.
Fui tomar um café em silêncio e nunca mais esqueci daquela senhora e daquele sentimento no ar.
Aquele arrependimento do não vivido, do não tentado...
Hoje eu sei exatamente o que ela sentiu!
A diferença é q eu apostei!
Corri e apostei.
Estava de olho no 8, pensei no oito. Alguem me suprou no ouvido "aposte no 8", mas eu sou teimosa e apostei no 4.
Ahhh, o 4 é o meu número da sorte! Sempre foi.
E quando eu ouvi o "no more..." joguei as fichas no 4.
...
Deu 8!
Desencontro com a sorte?
Destino?
Nao sei!
"É da vida, meu bem" - ouvi alguém dizer.
Vou ali ver se ainda dá pra comprar mais algumas fichas!
Volto já!
RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO !!!: FELIZ DIA DO AMOR!
RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO !!!: FELIZ DIA DO AMOR! : Hoje é dia de São Valentim, santo que celebrava casamentos numa época em que el...
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O rapadura está ficando chiquérrimo! O post de hoje é de uma cronista convidada!!! Amiga queridíssima - Rainha da Cocada Preta - que como...
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Este fim de semana ouvi uma frase que eu jamais pensaria escutar de um cara com mais de 30, morador da zona sul do Rio de Janeiro, bem educa...


