sexta-feira, 5 de junho de 2015

O que fazer?

 O texto de hoje não é meu e nem é de hoje!
Recebi de um amigo, indignado, no fim do ano passado. Ele estava indignado com coisas que continuam acontecendo. Todos os dias, em todos os voos, em todos os lugares e como na semana passada foi dia do comissário, achei que era um bom gancho para trazer à tona essa discussão.
Não a dos celulares à bordo, isso é só o gancho, mas a atitude de cada um diante de pequenas coisas erradas, de pequenas corrupções. 
Tenho muita coisa para escrever sobre isso que ficarão para outros posts. Hoje, a tela é dele !

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O que fazer ?



O que fazer diante do que te incomoda ? Brigar ? Contar até 10 ? Chamar o responsável e exigir que o correto seja cumprido, observado, respeitado ? Fazer cara de mau para intimidar o infrator ? Ou o que ? Aceito sugestões, porque não estou aguentando ficar sem saber como agir.

Não quero ser omisso, mas também não quero ser chato. Me incomodo com o que é errado. Seja em casa, no trabalho, na rua, no trânsito, na política, ou no avião. Especialmente sobre este último, eu gostaria de relatar uma situação recente. Na verdade, é mais que recente, é presente, está acontecendo agora.

Acabei de embarcar em um avião para uma viagem a trabalho e presenciei algo que me incomodou demais. Tive que me segurar na poltrona e olhar para o outro lado para não dar uma porrada no idiota que está sentado na outra fileira. 

Enquanto a tripulação anunciava que já tinha fechado as portas e que iniciaria os procedimentos de segurança, com apresentação das normas e vistoria da observância das mesmas, bem como orientação àqueles que necessitassem, o referido idiota conversava empolgadamente com um amigo e manuseava seu celular mostrando-lhe fotos de um evento.

Contudo, já era hora de todos desligarem seus equipamentos eletrônicos para que interferências eletromagnéticas não colocassem em risco a segurança de todos, inclusive a minha. Talvez por isto eu tenha me incomodado tanto.

Após os procedimentos de segurança, todos estávamos inseguros. Isto porque o referido idiota não desligou seu celular e ainda lançou mão da sua inseparável GoPro para filmar a decolagem pela janela do avião.

Sinceramente, fiquei muito incomodado. Tentei chamar os comissários de voo, discretamente, como já fiz em outras oportunidades semelhantes, mas não obtive êxito. Pensei em apertar o botão de “chamada de comissários”, mas o avião já havia decolado, não sendo mais possível que eles desafivelassem seus cintos, nem levantassem de seus assentos, sob pena de coloca-los em perigo.

Cogitei falar diretamente com o idiota, ou mesmo com seu amigo, que estava sentado mais próximo a mim. Eu podia falar com gentileza, ou com grosseria, podia não falar e, simplesmente, dar-lhe uma porrada, que era minha verdadeira vontade.

Mas o que eu fiz ? Me contive. Foi doído, sofrido, difícil, escroto, uma merda. Então, resolvi escrever. Para que ? Sei lá. Talvez para enviar para a companhia aérea, ou para um jornal, ou para mostrar ao meu terapeuta, ou mesmo só para mim. Não sei. Só sei que isso não pode ser assim, as pessoas desrespeitam as regras descaradamente. Roubam e subornam, deturpam e sonegam, enganam e trapaceiam, traem e desrespeitam. Fazem isso tudo e muito mais na certeza de que não serão descobertas, com o objetivo de sempre se beneficiarem, de serem sempre mais espertos. Será a “Lei de Gerson” ? Ou somente a certeza da impunidade ?

Será que só eu me incomodo ? Não ! Certamente há outros que também se incomodam, se indignam. Mas o que eles fazem ? Sei que muitos viram políticos, ou protestam nas ruas, ou se organizam em movimentos civis ou instituições religiosas, políticas ou sociais. Mas o ponto em questão é outro. Meu questionamento não se refere a uma ótica macro, mas sim micro. As perguntas são: - “O que fazer no dia a dia ? Nas pequenas coisas ? Devemos ignorar ? Ou agir ? Vamos nos tornar chatos ? Ou vamos dar o exemplo ?”

Refiro-me a situações cotidianas, tais como alertar alguém que tenha jogado lixo no chão, ou desrespeitado um sinal de trânsito, ou tratado mal um idoso, ou privilegiado alguém mais abastado em detrimento de alguém mais simples, ou alguém que fume em local proibido, ou mesmo alguém que não desligue o celular durante um voo.

Por falar nisso, é evidente que desliguei meu celular durante a decolagem e o pouso. Mas não pude me conter em fazer este relato no momento em que a tripulação informou ser possível utilizar meu celular no modo avião ou off line.

Falando nisso, também não pude me conter ao antever a mesma situação ocorrendo durante o pouso, como já havia ocorrido na decolagem. De fato não me perdoaria deixar de agir novamente diante daquele idiota.

Então, quando a equipe de comissários iniciou os procedimentos de segurança para o pouso, chamei uma das comissárias e perguntei se era necessário desligar o celular e ela me respondeu positivamente, retruquei questionando se isso valia para todos e ela, novamente, respondeu-me que sim. Foi aí que aproveitei para indicar que havia um passageiro próximo a mim que não respeitara tal regra durante a decolagem e que certamente também não respeitaria durante o pouso.

Diante dessa informação, para meu deleite, ela foi acertiva com aquele idiota. Mandou que ele desligasse o celular e a câmera, que já estava pronta para filmar o pouso. Confesso que me senti aliviado e fiquei encarando ele, para deixar claro que eu estava de olho no cumprimento da regra e que eu o vigiaria, enquanto pudesse. Fiz questão que ele percebesse que fui eu que avisei à comissária.

Fiz a coisa certa ? Não sei. Só sei que não me faria bem ficar inerte, omisso, deixar de lado, fingir que não era comigo, fazer que não me importava, contar até 10, ou seja lá qual for a desculpa daqueles que lavam suas mãos e colocam suas cabeças no travesseiro achando que não era sua responsabilidade.

Tenho certeza que era minha responsabilidade sim, afinal de contas, segurança de voo é coisa séria, a minha segurança é coisa séria. Se eu não cuidar de mim, não garanto que outros o farão.

Por fim, para quem não sabe, vale destacar que equipamentos que emitem sinais magnéticos interferem no pleno funcionamento de outros equipamentos semelhantes, tais como celulares, televisores, rádios e qualquer coisa que funcione com Bluetooth ou Wifi ou ondas curtas ou sei lá mais o que... Logo, é óbvio que celulares ou tablets podem atrapalhar a comunicação dos aviões com a torre de comando e colocar em risco a segurança aérea. E o que é pior, a minha segurança.

Aos idiotas de plantão, fica o aviso: - EU ESTOU DE OLHO !


Felipe


quinta-feira, 16 de abril de 2015

A Saga do Konjac

Há algumas semanas voltei a fazer a dieta Dukan. Desta vez optei pela tal escada nutricional, a nova modalidade.
Já tinha tentado a tradicional ano passado e apesar do resultado maravilhoso, não segui todas as fases e acabei não mantendo o peso que queria. Enfim...comecei de novo.
Comprei o livro novo na amazon em inglês, porque não queria ter que ficar adivinhando os similares das comidas aqui e logo no início o dr, Dukan veio com o tal do Konjac como novidade.
" Aiii Deus...mais uma coisa além do farelo" , pensei.
Ele não dizia que era mandatório mas recomendava insistentemente o tal konjac ao longo do livro.
Procurei na internet para saber o que era porque eu nunca tinha ouvido falar nisso. Coloquei no google tradutor e também não achei equivalente em português.
No mundo maravilhoso do google encontrei imagens de um troço completamente desconhecido e algumas receitas do que parecia um miojo branco, mas nada de achar o raio do konjac nos supermercados.
Pois bem, ontem, indo fazer compras em um supermercado tradicional passei por um lugar escrito "ASIAN MARKET", "É aqui!" pensei e imediatamente dei seta e entrei. Lá dentro me senti na China.
Corredores e mais corredores de comidas nunca vistas, um corredor inteiro de temperos coloridos e diferentes. Peixes, frutos do mar, uma infinidade de tofus (pra mim só existia um tipo até ontem!) e finalmente, no corredor 16, o KONJAC!
Bom, não pensem que o achei o dito cujo fácil assim.
Primeiro circulei pelo corredor de "massa" sem sucesso. Abordei uma moça para ver se ela conseguia me ajudar a saber onde estava o tal konjac e ouvi um "sorry! no English", depois um funcionário que disse não saber do que se tratava ( mas acho mesmo que nosso inglês não se deu muito bem) e finalmente uma mocinha que arrumava uma das gôndolas me disse quando eu mostrei a ela a imagem e a explicação do wikipedia  - "ahhh! Yam Cake! você quer Yam Cake! estão na fileira 16".
"Yam cake? Yam Cake??? Mas não era Konjac o nome do negócio? Ela deve estar errada" - foi meu pensamento imediato, mas mesmo assim fui até a fileira 16 e comecei a procurar.
Achei! Várias marcas! Vários nomes diferentes! Entre eles Konjac e Yam Cake.
Um potinho nojento, com uns trocinhos parecendo sushi boiando numa aguinha. Refrigerado.
"Mas não é macarrão gente!? Já tá cozido então?" pensou a ignorante em cozinha oriental.
Escolhi uma marca que viesse escrito também KONJAC, só para não correr o risco de estar levando o produto errado, passei de novo pelo corredor dos temperos, enchi o carrinho e fui pra fila.
A fila estava grandinha e eu puxei papo com o casal que estava na frente : " Oi! será que vocês podiam me ajudar? Queria saber se vcs conhecem este konjac...estou fazendo dieta e o médico disse que este alimento é bom..."
Ao ouvir a palavra DIETA a mulher começou a me dar atenção e explicar como se fazia o tal Konjac. Me disse que não tinha gosto de nada, que era como uma gelatina mas que dava para temperar e que os 2 caracteres chineses na embalagem significavam "health".
"Ótimo! Mais um alimento zero carboidrato, zero açúcar e zero sabor para a minha geladeira"
Dei o nome do livro à  moça que e ajudou na fila e vim pra casa achando que o tal noodle não ia sair da geladeira para outro lugar que não fosse o lixo.
Hoje, diante da variedade de opções de coisas que eu poderia almoçar com o que eu tinha em casa (acabei não indo ao supermercado "de verdade" ontem), o Konjac saiu da geladeira e qual não foi a minha surpresa em ficar feliz em dar outro destino a ele ao invés do lixo!
Tudo bem, devo confessar que o potinho é mesmo nojento e que a água fede a peixe, mas depois de enxaguar várias vezes e cozinhar as trouxinhas que nem miojo, o negócio fica até gostosinho!
Parece um miojo de gelatina. A textura é de gelatina. Mas por não ter sabor é uma comida versátil que pega o sabor que você quiser.
Acho que errei em querer fazer como macarrão. Definitivamente, noodle não é macarrão!
Noodle serve para fazer yaksoba e só combina mesmo com shoyo.
 Nada de alho, molho vermelho e almondegas da próxima vez!
SIMMMM! Terá uma próxima vez! Eu gostei de me aventurar na Chinatown indoor e vou voltar lá para comprar mais konjac! Inclusive o outro tipo, que parecia uma geleca.
Depois eu conto como foi!


terça-feira, 14 de abril de 2015

5 coisas que eu adoro nos EUA

Quando a gente visita ou se muda para outro país sempre aprendemos coisas novas que adoraríamos adotar na nossa cultura (e sempre vemos coisas que nos fazem querer morrer também, mas este e outro post).
O post de hoje 'e curtinho.
o TOP 5 das coisas que eu amo no ISTEITIS :

1. Triturador de alimentos na pia

Aiiii tem coisa melhor do que poder jogar tuuudo na pia sem ter que se preocupar em ficar catando restinho nojento de comida no ralinho? E de quebra não ter lixo fedido! 

2. Poder virar 'a direita quando o sinal está fechado 

É uma regra inteligentíssima quando se te educação no trânsito e se da preferência ao pedestre! Porque ficar esperando o sinal abrir se você não vai atrapalhar nadica se virar a direita?

3. Self Check out


Essa é uma coisa, infelizmente, impensável nos supermercados brasileiros. Consiste numa maquina registradora que o cliente mesmo opera. Você passa sozinho suas compras, coloca na sacola, paga e as leva p casa. Simples e rápido. Evita fila e, acreditem, funciona! Nunca vi ninguém colocar na sacola alguma coisa que não tenha sido devidamente registrada.

4. Leasing office

Este é um dos meus preferidos! Tem coisa melhor do que achar um lugar pra morar num estalar de dedos? Nada de ficar olhando no jornal e marcando mil visitas p ver apartamentos terríveis, corretores que não aprecem e disputar quase a tapa quando pinta alguma coisa boa? 
Não seria maravilhoso se cada prédio tivesse o seu próprio escritório e vc pudesse saber na recepção quais apartamentos estão disponíveis (ou quando irão ficar), visitar, saber o preço e resolver tudo ai mesmo, na hora? Então, na terra do Tio Sam, isto e uma realidade! 

5. Planos de celular ilimitado

Aqui não tem essa de ficar contando minutos. Nunca teve! Quando eu morei em Minessota há mais de 10 anos e celular nem era uma coisa tao fácil de se ter já era assim. Minutos ilimitados para qualquer operadora e para qualquer lugar do pais. E não pensem que custa uma fortuna! Não custa! e também não tem pegadinha! 


é claro que nem tudo são flores...
a lista das coisas detestáveis vem nos próximos posts! 







quinta-feira, 2 de abril de 2015

Infinito Particular

Hoje é o dia mundial de conscientização do autismo.
A grande maioria das pessoas já ouviu falar disso, já viu na novela, mas muito poucas sabem bem o que é ou como lidar com ele.
É difícil! Bem difícil, posso afirmar.
Há 7 anos, quando o Gabriel nasceu, tínamos todas as expectativas que uma família deposita em seu novo bebe, ele era pré-maturo (muito) e, naquela época nosso maior desejo era que ele sobrevivesse.
Vencido este desafio demoramos para perceber que o próximo seria tão importante e difícil de ser vencido quanto o primeiro e tão bom quanto!
Ainda bem novinho percebemos que ele não interagia com a gente como esperávamos, quase nunca respondia as brincadeiras e desviava o olhar e até fechava os olhos quando o obrigavámos a nos encarar para levar uma bronca, por exemplo.
"Olha como este menino é genioso! Fecha os olhos para evitar a bronca", dizíamos.
Eu, que sempre fui muito adepta ao "olhe pra mim quando eu estiver falando com você!"ficava muito irritada com esta atitude.
Depois achávamos engraçadinho ele repetir frases dos desenhos ou de programas de TV.
Quando a fala começou a demorar achamos que era porque "menino demora mais pra falar mesmo", mas ele era bem esperto p idade dele, com menos de 2 anos sabia apontar qualquer número ou letra que a gente pedisse. Ainda não estávamos tão preocupados e achávamos que ele era um garoto tímido e por isso parecia não se entusiasmar com a cia de outras crianças.
Demoramos uns bons 4 anos para perceber que ele era autista. A mãe levou mais tempo. Me lembro de uma briga que tive com ela onde ela entrava nos cômodos e se trancava para não escutar o que eu queria falar "seu filho tem um problema e vc não está ajudando ele assim!"
Ela precisava ouvir! Eu precisava dizer isso assim, aos berros, para que ela escutasse já que as conversas não surtiam efeito e no fundo eram meio veladas, porque todos nós tínhamos medo de dizer isso em voz alta.
Ainda não pedi perdão a ela como deveria, por ter sido tão rude no meu desespero em ajudar o meu pequeno príncipe e a ela também, mas eu tenho absoluta certeza que ela sabe que era meu coração que gritava do outro lado da porta fechada "você vai me ouvir".
No seu mundo Gabriel sempre foi feliz. Nunca deixou de rir e brincar, mas hoje, sendo tratado como deve ( ou como a gente pode, com os recursos que temos disponíveis) tenho certeza que ele é ainda mais.
Com ele aprendemos todos os dias!
Aprendi que ele não vai gritar meu nome e correr p me abraçar quando eu chego mas que sabe quem sou eu e me ama a maneira dele.
Com ele estamos aprendendo que nem nós temos que nos adequar ao mundo dele e nem ele tem que se moldar ao nosso. Hoje sabemos respeitá-lo como indivíduo e vibramos com cada conquista dele.
Vibramos ao vê-lo menos ansioso, ao ouvi-lo cantar e conseguir ficar na sala de aula.
Aos poucos vamos descobrir as formas de interagir com ele e do que gosta mais ou menos de fazer.
É um desafio diário e não é fácil.
Por isso o dia de hoje  é tão importante! Saber mais sobre este transtorno significa poder ajudar mais e ajuda a extirpar preconceitos.
Esta é uma cartilha que pode ajudar .
Divulguem e, se puderem, só por hoje, vistam alguma  coisa azul!


segunda-feira, 16 de março de 2015

Era uma vez...

- Que barulho é esse? O que vocês estão fazendo aqui dentro do meu cofre ? - Perguntou o gigante ao acordar e se deparar com os ladrões
-Aff! logo na nossa vez! Resmungou um deles.
- Nos só estamos pegando um pouquinho do seu ouro. Disse um outro - E só um pouco! Não se preocupe!

- Nada disso! Disse o gigante. - Deixem isso ai e voltem já ao trabalho! Não e para me roubar que eu pago vocês

-Mas todo mundo sempre roubou e você nunca disse nada! Sempre esteve dormindo e deixando que os outros empregados levassem tudo.

- Mas agora eu acordei e estou ordenando que deixem este ouro todinho ai bem no lugar dele!

- Ahhh mas e quanto ao guarda que estava de plantão antes de nós? Ele também te roubou! Aliás foi ele quem começou - o Fernando!
-É..isso mesmo! Foi o Fernando quem começou! Vá atrás dele e nos deixe roubar em paz! Bradou um dos ladroes, raivoso por estar sendo perturbado na sua roubalheira.
 E além do mais nós estamos roubando mais porque demos mais milho para a galinha e ela está pondo muito mais ovos de ouro do que na época do Fernandinho

-O Fernando também me roubou? que safado! Eu vou atrás dele também, mas agora eu estou cuidando de vocês! Deixem já este ouro ai e voltem ao trabalho antes que eu demita todos vocês!

- Ahhh não venha com essa! Foi o povo quem nos escolheu para guardar o seu tesouro e se você vier com esta historinha de demissão nós convocamos o exército vermelho para acabar com você! - Disse o duende barbudo chefe da guarda real e coordenador  da roubalheira.

-Como é que é? Por acaso você está me ameaçando? Dizendo isso o gigante se enfureceu e levantou o duende pela barba, deixando-o pendurado de cabeça para baixo.
-Nunca mais, NUNCA MAIS  fale assim comigo, entendeu? Eu vou convocar uma reunião com o povo para decidir o que fazer com vocês. Por hora, parem com esta baderna já! 

E então o gigante convocou uma grande reunião para o dia 15 de março. E o povo compareceu! 
Muitos não entenderam muito bem para o que era a tal reunião e ficaram gritando que queriam a volta da guarda repressora. Outros foram só porque ia ter um monte de gente lá. E outros ainda bradavam que queriam  a demissão imediata da representante da guarda, mesmo sem saber como funcionam as coisas nestes casos de demissão por justa causa, mas o importante e que muita gente foi e agora estão prestando mais atenção ao que ocorre dentro do palácio e do reino, Estão mais atentos a quem eles entregam o poder de guardar o tesouro.
 Antes, o bando que assaltava o cofre também organizou uma reunião. Disseram ao povo que estavam tentando defender o cofre mas que não estavam conseguindo fazer isso direito porque o grupo de guardas que tinham perdido a eleição e a imprensa do reino estavam atrapalhando tudo. E depois da reunião que o gigante fez foram a publico dizer que vão tomar medidas para que os ladroes sejam expulsos da guarda.
Parece que parte do podo não acreditou muito, outros só estão preocupados se receberão o seu pouquinho de ouro no fim do mês e outros ainda acreditam tanto na guarda que acham que isso tudo e só histeria do gigante que acordou meio zonzo e não esta batendo muito bem.
Esta historia ainda não terminou e deve demorar muito ainda ate que cada guardião do tesouro entenda que toda aquela fortuna deve ser guardada com responsabilidade e que não é porque tem muito que roubar um pouco não fará falta. Eu espero poder assistir ao desfecho com um gigante feliz e confiante que seu ouro esta em boas mãos.









domingo, 1 de março de 2015

Parabéns pra Quem?

Hoje é o aniversário da minha maravilhosa cidade. A cidade maravilhosa tão cantada, aclamada e aplaudida a cada pôr-do-sol. Várias comemorações programadas, mas para se comemorar o quê?
Os cariocas tem mesmo o que comemorar? A cidade nem nos pertence mais!
É claro que sempre vamos (eu pelo menos) amar a quietude do Jardim Botânico, o burburinho de Copacabana, o glamour do Leblon, a boemia de Vila Isabel, o samba de Oswaldo Cruz, a roda de choro de Laranjeiras, o chopp na mureta da Urca, o arrombamento da retina quando subimos no Cristo e até os shoppings da Barra, mas e aí? Cadê a gente nisso tudo?
A maioria de nós agora tem que se deslocar num transito terrível para aproveitar isso tudo que é nosso. Com os preços do Rio $urreal, a cidade não nos pertence mais. Quem morava na zona sul teve que ir p Tijuca, quem morava na Tijuca foi pro Méier, quem morava na Barra, agora tem endereço em Jacarepaguá - que continua sendo longe pra caramba e só se for de carro! - ou para Vargem Grande...o Rio está nos escapando das mãos, pouco a pouco e já faz tempo!
Outro dia li no facebook, a nossa sala de fofoca diária, um post da amiga de um amigo pedindo ajuda para encontrar um apezinho de 2 quartos ali pelo Horto por menos de R$2500,00. Um dos comentários dizia "hahah Sonho!" Sonho? como assim sonho? Considerando que se deva gastar so 30% da sua renda com moradia, isso não condiz com a realidade da atual economia carioca. E está todo mundo achando normal! E' isso que me assunta
Eu sempre odiei quando os pilotos dos outros estados me chamavam na cabine para apreciar a vista e soltavam o comentário " de cima é lindo mesmo!"
Eu, carioca orgulhosa que tem a paisagem do Rio tatuada na pele, sempre retrucava. Não faço mais! Infelizmente há algum tempo a "Maravilhosidade" da cidade só é vista de cima mesmo. Felizes daqueles que tem este privilégio.
Felizes pilotos da ponte aérea!
Como eu acho que aniversário é o ano novo particular e por isso, tempo de se rever, de fazer planos e recomeçar com energias renovadas, é exatamente isso que eu desejo à minha cidade: Reinvente-se! E volte a pertencer a quem mais te ama, nós!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Em Boca Fechada Nao entra Mosca

Feliz ano noooovooo!!!
Eu sei, eu sei! Tá tarde para desejar feliz ano novo, mas o ano só começa mesmo depois do carnaval, então ainda tá valendo!
Na verdade a falta de posts neste início de ano tem a ver com uma resolução de ano novo. Não que eu tenha decidido escrever menos, pelo contrário, até pretendo escrever mais e até em outra língua - este ano vou começar a versar os posts para o inglês também - mas tem a ver com a decisão de me expor menos. O difícil e adequar uma coisa a outra.
Quem me conhece sabe que eu sempre fui muito faladeira. Minha vida sempre foi aberta demais e eu sempre acabava me magoando quando via quem não tinha nada com a minha vida apontando minhas fraquezas e se achando no direito de dar palpite. Eu, sem querer, acabava dando este "direito".
A vida inteira ouvi minha mãe e alguns amigos mais próximos falarem "para de falar isso pra todo mundo", " espera a coisa acontecer, depois você conta" ...a vida inteira briguei com a minha mãe por ela se meter nas minhas conversar ao telefone perguntando "para quem você está contando isso? Pare de falar tanto da sua vida!".
Ela estava certa (como quase sempre) e eu demorei para aprender isso. Precisei ficar de saco cheio de ver as pessoas expondo suas vidas em redes sociais para perceber que eu fazia o mesmo. Precisei, muitas vezes inconscientemente, invejar ou maldizer alguma coisa para  perceber que, talvez, as pessoas fizem o mesmo comigo, mesmo que com a mesma falta de consciência e então, ha algum tempo eu resolvi me reservar e as coisas começaram a andar mais rápido.
Não sei dizer se o segredo é este ou se é só impressão, porque quando menos gente sabe dos seus planos, menos gente pergunta pelos resultados e você fica menos ansioso, mas o fato é que estou gostando disso. Às vezes a lingua coça, mas estou aprendendo a ouvir mais o meu anjinho dizendo "cale a boca!" - acho que ele andou perdendo um pouco a paciência comigo.
Algumas vezes me sinto traindo alguns amigos por "esconder" deles alguns momentos importantes e decisões, principalmente quando sou questionada por eles e o "não acredito que você não tenha me contado isso antes" vem com uma pontinha de  mágoa. Acho que não preciso me desculpar com eles por nada disso, mas do fundo do coração queria que eles perdoassem,  entendessem e que, alguns deles até seguissem o meu exemplo e parassem de se expor tanto.
Tenho certeza que esta resolução veio para ficar, finalmente entendi porque temos 2 ouvidos e só 1 boca.
Feliz ano novo!

RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO !!!: FELIZ DIA DO AMOR!

RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO !!!: FELIZ DIA DO AMOR! : Hoje é dia de São Valentim, santo que celebrava casamentos numa época em que el...